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Modelos de redistribuição de alimentos durante a COVID-19 e mecanismos de proteção social voltados à redução da fome e insegurança alimentar

Processo: 22/05555-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de junho de 2022
Vigência (Término): 29 de fevereiro de 2024
Área do conhecimento:Ciências Sociais Aplicadas - Administração - Administração de Empresas
Pesquisador responsável:Luciana Marques Vieira
Beneficiário:Camila Colombo de Moraes
Instituição-sede: Escola de Administração de Empresas (EAESP). Fundação Getúlio Vargas (FGV). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:21/07342-0 - Modelos de redistribuição de alimentos durante a COVID-19 e mecanismos de proteção social voltados à redução da fome e insegurança alimentar, AP.R
Assunto(s):Distribuição de alimentos   Políticas de proteção social   Capital intelectual   COVID-19   Segurança alimentar   Fome   Insegurança alimentar   Agenda 2030   São Paulo (SP)

Resumo

A pandemia da COVID-19 aumentou os crescentes alertas globais de fome e insegurança alimentar.Há previsão de que os impactos negativos sejam de longo prazo, pois, além das questões inerentesà saúde, houve aumento das taxas de desemprego e perda de renda dos indivíduos, somado aoaumento de preço dos alimentos. Nesse contexto, torna-se cada vez mais relevante a atenção emsoluções voltadas a redistribuição de alimentos para populações vulneráveis. No Brasil, essafunção é assumida majoritariamente por bancos de alimentos. Entretanto, o papel de administrarum banco de alimento apresenta muitos desafios relacionados a gestão de pessoas, de recursos eda cadeia de doações e beneficiários. Considerando este contexto e os impactos da COVID-19, novasiniciativas estão surgindo para somar esforços na luta contra a fome e a insegurança alimentar. Empiricamente, é possível perceber o funcionamento de três diferentes modelos de redistribuição de alimentos na cidade de São Paulo durante a COVID-19: setor público (administrados pelo governo municipal), setor privado e terceiro setor (ONGs). Conhecer os mecanismos operacionais, de gestão e de impacto, bem como entender quais são os fatores que dificultam ou impulsionamas iniciativas de redistribuição de alimentos em grandes centros urbanos ajudará a que a proteção social seja acessível a todas as pessoas que dela precisam. É possível gerar aprendizado mútuo e superar desafios compreendendo as melhores práticas entre os diferentes modelos. Teoricamente, os ativos organizacionais e humanos estão associados à noção de capital intelectual, que se dividenas dimensões de capital humano, organizacional e relacional. O conhecimento destes mecanismos é essencial para a elaboração de políticas públicas que apoiem a redistribuição justa de alimentos. Desta forma, o objetivo geral deste projeto de pesquisa é compreender quais mecanismos relacionados ao capital intelectual dos diferentes modelos de redistribuição de alimentos identificados durante a COVID-19 em São Paulo atuam como barreiras e facilitadores de desempenho, a fim de gerar aprendizado mútuo e políticas públicas para permitir que a proteção social seja acessível a todas as pessoas que dela precisam. O estudo de caso foi o método de pesquisa escolhido. Cada um destes modelos de redistribuição será mapeado por meio de observação direta participante e entrevistas em profundidade com os diferentes envolvidos na operação, além da análise de documentos secundários. Neste contexto, espera-se que este trabalho contribua no auxílio de uma visão mais ampla e integrada sobre a atuação dos sistemas de redistribuição e que esses sistemas continuem a operar na superação das inequidades sociais, pelo menos, com relação ao cumprimento do direito humano fundamental de acesso à alimentação adequada, refletindo na experiência brasileira pós-COVID-19. (AU)

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