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Revisitando as idades do Maciço Alcalino Poços de Caldas: datação 40Ar/39Ar de amostras-chave para solucionar um dilema

Processo: 22/07167-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de agosto de 2022
Vigência (Término): 31 de julho de 2024
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Geociências - Geologia
Pesquisador responsável:Silvio Roberto Farias Vlach
Beneficiário:Allan Silva Gomes
Instituição-sede: Instituto de Geociências (IGC). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:19/22084-8 - A Província Magmática Paraná: petrogênese, cronologia e impacto ambiental do magmatismo toleítico, alcalino e silícico Cretáceo na Plataforma Brasileira, AP.TEM
Assunto(s):Geocronologia   Magmatismo   Feldspato   Minerais   Rochas alcalinas   Poços de Caldas (MG)

Resumo

O plano de trabalho objetiva obter dados 40Ar/39Ar em concentrados minerais de amostras-chave representativas de rochas alcalinas do Maciço Alcalino Poços de Caldas (MG/SP) para determinar as suas idades de cristalização/colocação com precisão. Este maciço é o maior do Brasil (ca. 800 km2) e uma das centenas de ocorrências que afloram na plataforma brasileira, colocadas ao longo das bordas Norte e Leste da Bacia vulcano-sedimentar do Paraná. Ele está constituído principalmente por rochas vulcânicas, subvulcânicas e plutônicas insaturadas em SiO2 de características moderadamente miasquíticas e agpaíticas, as quais encontram-se associadas com rochas máfico-ultramáficas ("ankaratritos"), bem como rochas sílico-carbonatíticas e lamprofíricas subordinadas, de distintas filiações genéticas. Um número expressivo de dados K/Ar and Rb/Sr de baixa precisão e alguns poucos dados 40Ar/39Ar and U/Pb de alta precisão estão disponíveis, entretanto eles não permitem posicionar os eventos magmáticos na escala de tempo de forma precisa, porque a maioria destes resultados mostram inconsistências devido a questões de amostragem, analíticas e/ou a problemas associados a efeitos hidrotermais superpostos. Por exemplo, dados 40Ar/39Ar recentes em flogopita e uma determinação U/Pb em zircão hidrotermal sugerem idades mais antigas para o magmatismo principal (e 84 Ma) do que as previamente aceitas, em torno de 79 Ma. Merece ser destacado que as evidências geológicas indicam que as rochas félsicas e máfico-ultramáficas são mais ou menos contemporâneas, enquanto dados geomagnéticos sugerem idades de cristalização entre 79.1 e 83.0 Ma para as rochas félsicas, com polarização reversa, enquanto as variedades máfico-ultramáficas, com polaridade normal, deveriam apresentar idades entre 73.6 and 79.1 Ma. Estas informações resultam em um dilema que ainda precisa ser resolvido. Esta proposta objetiva solucionar este dilema através de um programa detalhado de datação com aplicação da sistemática 40Ar/39Ar de alta precisão em concentrados minerais selecionados (e.g., sanidina, ortoclásio, flogopita) de amostras-chave de rochas subvulcânicas e plutônicas félsicas e máfico-ultramáficas bem controladas dos pontos de vista geológico e estrutural. Este é o melhor método de datação disponível atualmente (com precisão da ordem de 0,3 a 0,5 Ma), uma vez que a ausência de zircão e baddeleita primários nas rochas magmáticas não permite a aplicação da sistemática U/Pb de alta precisão. Os resultados a serem obtidos permitirão definir os períodos magmáticos principais do maciço e o seu intervalo no tempo com a precisão desejada e, juntamente com as informações disponíveis para o magmatismo alcalino regional, uma melhor compreensão da periodicidade deste magmatismo na plataforma brasileira e suas implicações petrológicas e geodinâmicas, um dos temas principais do projeto temático associado. (AU)

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