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PICSEL: plataforma para democratizar e desburocratizar o acesso do produtor rural ao seguro agrícola

Processo: 22/08615-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas - PIPE
Vigência (Início): 01 de julho de 2022
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2023
Área do conhecimento:Interdisciplinar
Pesquisador responsável:Daniel Lima Miquelluti
Beneficiário:Daniel Lima Miquelluti
Empresa:Agririsk Soluções em Gerenciamento de Risco Ltda
CNAE: Tratamento de dados, provedores de serviços de aplicação e serviços de hospedagem na internet
Vinculado ao auxílio:22/00465-2 - PICSEL - Plataforma para Democratizar e Desburocratizar o Acesso do Produtor Rural ao Seguro Agrícola, AP.PIPE
Assunto(s):Seguro agrícola   Agrometeorologia   Gestão de riscos   Produtores rurais   Agronegócio   Plataforma (computação)   Ciência de dados   Sensoriamento remoto   Perdas agrícolas

Resumo

O primeiro semestre do ano de 2021 foi caracterizado por severas intempéries climáticas que prejudicaram milhões de produtores, principalmente pequenos e médios. A ocorrência de uma seca severa seguida de duas ocorrências de geada, reduziram o valor da produção do milho no Estado do Paraná em R$ 11,3 bilhões, enquanto no estado do Mato Grosso do Sul a redução foi de R$ 7,7 bilhões. O Estado de Minas Gerais apresentou prejuízos da ordem de R$ 9 bilhões. Apesar da relativa importância do agronegócio no PIB, existem diversos riscos que dificultam a estabilidade de renda do setor, principalmente para os pequenos e médios produtores rurais. De acordo com o relatório do Banco Mundial e Embrapa, a seca é um dos mais importantes. O problema é que a grande maioria dos produtores não tem acesso ao seguro agrícola. Cerca de 4,9 milhões de produtores rurais, cerca de 98% do total, estão completamente desprotegidos. Os principais motivos são: I) forte assimetria de informação causada pela carência de dados de risco das propriedades rurais; II) produtos não aderentes às reais necessidades dos produtores; III) alto custo do seguro, mesmo após o subsídio do Governo; e, IV) atuação e abrangência territorial limitadas das companhias seguradoras, em razão da falta de dados; e, por fim; V) a baixa incorporação de novas tecnologias e a elevada burocracia em toda a cadeia do seguro. Em maior ou menor grau, todos os problemas estão relacionados à falta de dados e processos e procedimentos analógicos. A principal fonte de dados utilizada pelo mercado segurador atualmente tem por base as estimativas de produtividade municipal do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No entanto, por serem medidos em escala municipal, esses dados não revelam corretamente o risco em nível de propriedade rural. Além disso, os dados georreferenciados das propriedades são pouco utilizados, há desconhecimento das datas de plantio e colheita praticados nestas áreas, dificuldade da confirmação do cultivo na área, baixo uso de monitoramento remoto (imagens de satélite e informações climáticas) e controle deficiente das vistorias de sinistros. A solução proposta neste projeto visa superar os desafios científicos, tecnológicos, operacionais e comerciais, ao ampliar e melhorar os resultados obtidos no PIPE fase I. A solução proposta é uma plataforma para realizar a cotação, a contratação, o monitoramento das áreas seguradas e a gestão dos sinistros por meio dos dados gerados pelos algoritmos e a inteligência desenvolvida neste projeto. Na plataforma, os produtores rurais encontrarão produtos muito mais aderentes às suas necessidades a um preço relativamente menor. As seguradoras poderão melhorar o processo de seleção e classificação dos riscos (subscrição), monitorar remotamente todas as propriedades seguradas e antecipar possíveis ocorrências de sinistros, além de administrar de forma mais eficiente os sinistros e garantir a qualidade, segurança e transparência nas vistorias, evitando erros e fraudes. Ao final do projeto, pretende-se ampliar o acesso dos produtores ao seguro, principalmente para pequenos e médios produtores. Todas as propriedades rurais poderão ser localizadas e analisadas pelas suas séries históricas de produtividade geradas por nossos algoritmos, seus riscos quantificados e corretamente precificados, suas necessidades de proteção precisamente ajustadas nos produtos, suas propriedades monitoradas, e em caso de sinistro, suas perdas rapidamente avaliadas e o pagamento da indenização, hoje com uma demora de até 60 dias, em média, poderá ser realizada logo após a aprovação do laudo de vistoria pelo segurado, ou seja, em poucos dias. (AU)

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