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O papel de IRF5 na resposta humoral em arboviroses emergentes com manifestações agudas ou crônicas

Processo: 22/00723-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado Direto
Vigência (Início): 01 de agosto de 2022
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2027
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Microbiologia - Microbiologia Aplicada
Pesquisador responsável:José Luiz Proença Módena
Beneficiário:Camila Lopes Simeoni
Instituição-sede: Instituto de Biologia (IB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Virologia   Fatores reguladores de interferon   Infecções por Arbovirus   Vírus Oropouche   Vírus Mayaro   Linfócitos B   Artralgia   Resposta humoral   Modelos animais de doenças

Resumo

Os Vírus Oropouche (OROV) e Mayaro (MAYV) são arbovírus negligenciados circulantes principalmente na região Amazônica e que possuem grande potencial de disseminação para novas áreas da América Latina ou de outras regiões do globo. São agentes etiológicos causadores de doenças febris exantemáticas que podem progredir para casos clínicos graves, como complicações neurológicas ou artralgia crônica. Como desafio, a busca sobre os aspectos patogenéticos dessas enfermidades se faz necessária a fim de descobrir fatores relacionados a gravidade de sintomas, e marcadores que possam auxiliar no desenvolvimento de novos métodos de diagnóstico eabordagens terapêuticas. O reconhecimento de padrões associados à patógenos (PAMPS) e a ativação de componentes da resposta imune inata por células apresentadoras de antígenos são importantes para ativação, proliferação celular, diferenciação e a produção de anticorpos por linfócitos B, auxiliando assim, no controle de infecções. Componentes dessa via de reconhecimento viral e produção de interferon do tipo I por linfócitos B podem, também, impactar a função e diferenciação dessas células. Nessa direção, nosso grupo demonstrou recentemente que a ausência de IRF-5, um fator de transcrição ativado após reconhecimento de PAMPs, promove neuroinvasão por OROV atrelada a diminuição dos níveis de anticorpos neutralizantes em modelo murino. Assim, elaboramos a hipótese de que a expressão desse fator de transcrição em linfócitos B é essencial para proliferação e diferenciação de células antígeno específicas que são essenciais para o controle de infecções virais primárias. Desse modo, o objetivo desse projeto é caracterizar o impacto da deleção de IRF5 em linfócitos B para progressão de doença aguda e crônica usando camundongos CD19creIRF5f/f infectados com o vírus OROV e MAYV. Para tanto, analisaremos o tropismo e a cinética da carga viral, produção de citocinas, produção das diferentes classes de anticorpos específicos, e de populações de células B em animais infectados com esses vírus. (AU)

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