Busca avançada
Ano de início
Entree

Efeito da sinalização pelo receptor beta2-adrenégico no metabolismo de glutamato em astrócitos: impacto na Encefalomielite Autoimune Experimental

Processo: 22/02437-6
Modalidade de apoio:Bolsas no Brasil - Doutorado Direto
Vigência (Início): 01 de agosto de 2022
Vigência (Término): 31 de janeiro de 2026
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Aplicada
Pesquisador responsável:Alexandre Salgado Basso
Beneficiário:Edson dos Santos Silva
Instituição Sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Doenças autoimunes do sistema nervoso   Encefalomielite autoimune experimental   Neuroglia   Lactatos   Receptores adrenérgicos beta 2   Glutamatos   Astrócitos
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:Células Gliais | Glicolítico | Glutamina sintetase | lactato | Transportador de glutamato | Imunologia Aplicada a Doenças Autoimunes

Resumo

Inclusa em um grande grupo de doenças autoimunes, a Esclerose Múltipla (EM) afetou cerca de 2,8 milhões de pessoas globalmente até o ano de 2020, segundo dados da National Multiple Sclerosis Society (2020). A EM é uma patologia potencialmente incapacitante devido afetar sobremaneira o Sistema Nervoso Central (SNC), e assim promover os sintomas clínicos observados. Isso ocorre porque o sistema imunológico organiza uma resposta inflamatória indesejada contra antígenos proteicos associados à mielina que envolve as fibras nervosas, resultando na falha de comunicação entre o SNC e outros órgãos, especialmente músculos esqueléticos. Infelizmente a EM ainda não possui cura, fazendo com que a medicina recorra ao uso de terapias que minimizem a sua progressão ou que possam tratar os sintomas isolados e promover uma melhor qualidade de vida ao paciente. A busca experimental na tentativa de elucidar os mecanismos fisiopatológicos da EM acarretou no desenvolvimento de um modelo experimental, a Encefalomielite Autoimune Experimental (EAE), que mimetiza aspectos da inflamação ocorrida na EM. No SNC, diversas células são alteradas pelo microambiente inflamatório instalado na EM e na EAE, e uma dessas células são os astrócitos. Essas células apresentam diversas funções protagonistas no SNC, como suporte energético aos neurônios, manutenção da barreira hematoencefálica e depuração da toxicidade exercida por concentrações de neurotransmissores, em especial o glutamato, que em altas concentrações resulta na excitotoxicidade neuronal e morte celular. Na tentativa de minimizar os eventos inflamatórios exacerbados, o SNC pode ser regulado por vias anti-inflamatórias que são regularmente ativadas em células residentes do sistema nervoso, sendo os receptores adrenérgicos um dessas vias potenciais, e de particular interesse, os ²2AR. Sabe-se que o ambiente inflamatório dificulta a depuração de glutamato a partir da regulação negativa de seus transportadores (EAATs). Além disso, na EM/EAE os receptores ²2AR sofrem regulação negativa, o que pode contribuir para o ambiente inflamatório. Diante do exposto, nesse projeto, visamos explorar como a sinalização adrenérgica (²2AR) pode modular o metabolismo do glutamato em astrócitos, o que potencialmente pode alterar o desenvolvimento e/ou o curso da EAE/EM. (AU)

Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre a bolsa:
Matéria(s) publicada(s) em Outras Mídias (0 total):
Mais itensMenos itens
VEICULO: TITULO (DATA)
VEICULO: TITULO (DATA)