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Mecanismos imunes nas fibroses hepática e pulmonar associadas a telomeropatias em modelo murino e doença humana

Processo: 22/07634-4
Modalidade de apoio:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Doutorado
Vigência (Início): 01 de setembro de 2022
Vigência (Término): 12 de fevereiro de 2023
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Rodrigo do Tocantins Calado de Saloma Rodrigues
Beneficiário:Willian Robert Gomes
Supervisor: Ghulam Jeelani Mufti
Instituição Sede: Hemocentro de Ribeirão Preto. Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP (HCMRP). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Local de pesquisa: King's College London, Inglaterra  
Vinculado à bolsa:19/25002-2 - Mecanismos imunes nas fibroses hepática e pulmonar associadas a telomeropatias em modelo murino e doença humana, BP.DR
Assunto(s):Cirrose hepática   Fibrose pulmonar   Resposta imune   Telômero   Hematologia
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:cirrose hepática | Falência medular | fibrose pulmonar | resposta imune | telômeros | Hematologia

Resumo

Telômeros são estruturas repetitivas de nucleotídeos nas extremidades dos cromossomos lineares que, quando criticamente curtos, atuam como sinalizadores para senescência celular, apoptose ou instabilidade cromossômica. Em células altamente proliferativas, os telômeros têm seu comprimento mantido pela telomerase, uma transcriptase reversa que adiciona hexanucleotídeos na extremidade 3' da fita. Em humanos, mutações germinativas em genes codificadores da telomerase ou estruturas adjancentes podem causar doenças, denominadas telomeropatias, associadas com a regeração celular deficiente e que podem afetar a medula óssea, pele, pulmões e fígado, além de ser um fator para o desenvolvimento de câncer. No compartimento hematopoético, a erosão telomérica provoca a exaustão do pool de células-tronco, resultando em hipocelularidade e pancitopenia, clinicamente diagnosticada como anemia aplástica. A disfunção telomérica também pode causar problemas em outros órgãos, como pulmões, que podem desenvolver fibrose, e fígado, apresentando cirrose. A característica nestes órgãos é o dano pró-fibrótico, e estudos recentes mostram que o sistema imune contribui para esta manifestação. Foi demonstrado que, em pacientes com telômeropatias, há imunodeficiência de células T, que possuem ativação de vias de sinalização compatíveis com o envelhecimento. Neste estudo colaborativo entre a Universidade de São Paulo (USP) e o King's College London (KCL)/King's College Hospital (KCH), planejamos unir as coortes de pacientes de ambas as instituições e caracterizar o sistema imune de indivíduos com falência medular, fibrose pulmonar e cirrose, a fim de se determinar o perfil de linfócitos presente em cada fenótipo. Para isso, serão aplicadas as metodologias de citometria de massas (CyTOF) e quantificação de citocinas por Luminex. Este trabalho estreitará as colaborações entre USP e KCL e propiciará maior conhecimento sobre as doenças teloméricas. (AU)

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