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Avaliação das propriedades físico-químicas de mini-implantes ortodônticos de liga de titânio e aço inoxidável

Processo: 22/05693-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de setembro de 2022
Vigência (Término): 31 de maio de 2023
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Odontologia - Ortodontia
Pesquisador responsável:Mírian Aiko Nakane Matsumoto
Beneficiário:Gustavo Lopes Puls
Instituição-sede: Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (FORP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Aço inoxidável   Microscopia eletrônica de varredura   Mini-implantes   Poliuretanos   Titânio

Resumo

Mini-implantes (MI) ortodônticos são dispositivos de ancoragem temporária que têm sido largamente empregados nas últimas duas décadas na Odontologia, a fim de melhorar o controle sobre a ancoragem esquelética. Ligas de titânio (Ti-6Al-4V) constituem um dos materiais de escolha para a manufatura de mini-implantes ortodônticos e são largamente utilizadas devido à sua biocompatibilidade, ao passo que mini-implantes de aço inoxidável apresentam maior resistência mecânica. O objetivo deste estudo é avaliar as diferenças entre as propriedades físicas e químicas de mini-implantes ortodônticos de ligas de titânio e aço inoxidável, com a finalidade de se determinar o comportamento em relação à estabilidade primária, resistência ao arrancamento e às concentrações de elementos químicos após a deformação da superfície resultante do ensaio de resistência ao arrancamento. A metodologia do estudo foi baseada no guideline Checklist for Reporting in vitro Studies - CRIS guidelines. Será utilizado um total de 24 mini-implantes, divididos em dois grupos (n=12): aço inoxidável e titânio. Os mini-implantes possuem 2,0 mm de diâmetro e 12 mm de comprimento, e serão instalados em um total de 24 blocos de poliuretano, com dimensões de 4,2 cm de espessura, 17,8 cm de largura e 6,5 cm de comprimento, de diferentes densidades. Os blocos de poliuretano serão divididos em dois grupos (n=12), referentes aos mini-implantes de titânio (TP) e aço inoxidável (AP); e divididos em relação à densidade (20 PCF e 40 PCF), sendo determinado n=6 por bloco de poliuretano. O estudo de Oliscovicz et al., (2013), que avaliou o torque de inserção, resistência ao arrancamento e frequência de ressonância de implantes odontológicos, foi utilizado para obtenção de parâmetros para o cálculo amostral. A estabilidade primária será avaliada por meio da avaliação do torque de inserção, através do torquímetro digital Kratos (Kratos Equipamentos Industriais Ltda, Cotia, SP, Brasil). O valor a cada volta da inserção será mensurado, e o valor máximo obtido será considerado o maior torque de inserção. A frequência de ressonância será mensurada através do dispositivo Osstell® - para obtenção do coeficiente de estabilidade ISQ (Implant Stability Quotient). Serão feitas quatro medições ao redor de cada implante, obtendo-se uma média dos valores. Para análise de resistência ao arrancamento, será utilizada a Máquina Universal de Ensaios EMIC modelo DL-10000N. Cada mini-implante será submetido à uma força axial de tração com velocidade constante de 2 mm/min, sendo o Software Tesc 1.13 utilizado para análise dos resultados que consistem na curva 'força × deslocamento', e a força de arrancamento máximo será obtida. Um equipamento de MEV com EDS acoplado (Carl Zeiss AG - EVO® 50) será utilizado para análise de deformação dos mini-implantes, antes das instalações e depois do ensaio de resistência ao arrancamento. Com a microanálise EDS será possível obter as concentrações de elementos químicos. A avaliação dos resultados será feita por meio da comparação entre o tipo de corpo de prova e as medidas dos mini-implantes. Será aplicado o teste Kappa de Cohen para calibração e resultados quantitativos serão submetidos ao teste de Shapiro-Wilk para análise de normalidade dos dados. Caso os dados apresentem distribuição não conhecida (p<0,05), serão aplicados os testes não paramétricos de Mann-Whitney para comparação de grupos e Teste de Spearman para correlação das variáveis. Se os dados apresentarem normalidade, serão utilizados os testes de comparação T de Student, além da correlação de Pearson.

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