| Processo: | 22/06435-8 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de setembro de 2022 |
| Data de Término da vigência: | 01 de março de 2026 |
| Área de conhecimento: | Linguística, Letras e Artes - Letras - Teoria Literária |
| Pesquisador responsável: | Márcio Orlando Seligmann-Silva |
| Beneficiário: | Fábio Ávila Arcanjo |
| Instituição Sede: | Instituto de Estudos da Linguagem (IEL). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil |
| Bolsa(s) vinculada(s): | 23/07096-5 - O testemunho de homossexuais sobreviventes dos campos de concentração: a rememoração interditada frente à denegação discursiva, BE.EP.PD |
| Assunto(s): | Testemunho Discurso Violência de gênero Holocausto judeu Homossexuais Trauma psicológico |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Denegação discursiva | Holocausto | Homossexuais | Perlaboração do passado | Testemunho | trauma | Literatura de testemunho e escritas da violência |
Resumo O presente projeto de pós-doutorado é fruto de uma inquietação que se dá a partir do desdobramento de nossas pesquisas voltadas para lidar com o discurso testemunhal mobilizado em meio aos traumas originários da política de extermínio operada pela Alemanha nazista. Neste projeto, lidaremos com um tipo de testemunho cuja recepção se mostrou ínfima, em função da circulação de valores pautados pelo preconceito e pelo silenciamento. O testemunho em questão é mobilizado por homossexuais deportados para os campos de concentração, que, durante muito tempo, ficaram proscritos da condição de sobreviventes do Holocausto. Neste tipo de rememoração testemunhal, além do obstáculo originário do trauma das vivências, temos um segundo tipo de obstáculo, que é, justamente, o da denegação discursiva, isto é, a denegação de palavras que dariam nome a esse acontecimento (PAVEAU, 2005). Isto posto, nossa pesquisa partirá de três eixos teóricos: em primeiro lugar, o da teoria do testemunho, na abordagem de temas como vozes testemunhais (SELIGMANN-SILVA, 2003; SARMENTO-PANTOJA, 2019), trauma (SELIGMANN-SILVA, 2008), desautorização (KUPPERMAN, 2016) e perlaboração do passado (AYOUCH, 2015; ROBIN, 2016). Em segundo lugar, lidaremos com as modalidades argumentativas, nas quais serão examinadas as construções das imagens de si e do outro (AMOSSY, 2004; 2018) e a inscrição das emoções (AMOSSY, 2018). Ademais, lidaremos com o processo de representação artística (SELIGMANN-SILVA, 2010) do acontecimento em questão, considerando a ficção como uma das possibilidades de dirimir o vazio provocado por um silenciamento programático. (AU) | |
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