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Modelagem espacialmente explícita das contribuições da restauração de pastagens para o sequestro de carbono e provisão de serviços ecossistêmicos no Brasil

Processo: 22/09821-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de setembro de 2022
Vigência (Término): 31 de agosto de 2023
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Ecologia
Convênio/Acordo: BG E&P Brasil (Grupo Shell)
Pesquisador responsável:Carlos Eduardo Pellegrino Cerri
Beneficiário:Fabio Arnaldo Pomar Avalos
Instituição-sede: Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ). Universidade de São Paulo (USP). Piracicaba , SP, Brasil
Empresa:Universidade de São Paulo (USP). Escola Politécnica (EP)
Vinculado ao auxílio:20/15230-5 - Centro de Pesquisa e Inovação de Gases de Efeito Estufa - RCG2I, AP.PCPE
Assunto(s):Mudança climática   Gases do efeito estufa   Manejo de pastagem   Sequestro de carbono   Plantio direto   Restauração ecológica   Cooperação internacional   Brasil

Resumo

A restauração de pastagens degradadas no Brasil - que se estima ocupar mais de 60% das pastagens do País - está sendo considerada um marco da conformidade ambiental no Brasil e um dos principais compromissos do País para abate de emissões de gases de efeito estufa no âmbito do Acordo de Paris. Argumenta-se, no entanto, que pode não ser a melhor alternativa para reduzir as emissões de GEE, uma vez que outras formas de manejo da pecuária (como menor terminação de ração) podem levar a melhores receitas financeiras e emissões líquidas de carbono. De fato, afirma-se que enquanto o rebanho nacional aumentar, as emissões de GEE continuarão aumentando. No entanto, o potencial do solo do País em sequestrar e armazenar carbono ainda não foi totalmente explorado, considerando que práticas distintas de manejo de animais, gramíneas e do próprio solo podem levar a entradas e estoques de carbono substancialmente diferentes no solo. Além disso, não houve avaliação das implicações dessa restauração de pastagens em grande escala na prestação de serviços ecossistêmicos essenciais. Como tal, este projeto de PD visa gerar projeções espacialmente explícitas das mudanças no uso da terra associadas à meta do Brasil de restaurar 15 milhões de hectares de pastagens, e o orçamento de carbono associado e prestação de serviços ecossistêmicos de acordo com diferentes cenários de gestão da terra. Ele fará uso de uma estrutura de modelagem que compreende uma variedade de modelos de produtividade de mudança de terra de alta resolução e um modelo de produtividade de culturas e carbono do solo, ambos bem estabelecidos e amplamente aplicados a estudos de caso em todo o mundo. Cenários de gestão serão determinados por meio de levantamento de especialistas e revisão de literatura e, em seguida, aplicados na estrutura de modelagem. As mudanças na provisão dos principais serviços ecossistêmicos serão quantificadas através da relação entre os tipos de uso da terra e o fluxo de serviços ecossistêmicos, seja de beneficiários locais e bem definidos (por exemplo, fornecimento de água) ou de significância global com beneficiários difusos (por exemplo, armazenamento de carbono). Os produtos finais deste projeto de PD serão mapas mostrando a localização preferencial e as práticas de manejo para prosseguir com a restauração de pastagem pretendida em todo o país, bem como estimativas precisas do orçamento líquido de carbono para cada opção e consequentes implicações para os serviços ecossistêmicos. Esses resultados acabarão por apoiar a elaboração e implementação de políticas e subsídios para a melhor implementação possível do compromisso do Brasil sob o Acordo de Paris em todo o País. (AU)

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