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Avaliação da atividade antitumoral do composto eufol no tratamento do glioblastoma através de ensaio pré-clínico em xenoenxertos derivados de pacientes

Processo: 21/07957-5
Modalidade de apoio:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de setembro de 2022
Vigência (Término): 31 de agosto de 2025
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Genética Humana e Médica
Pesquisador responsável:Rui Manuel Vieira Reis
Beneficiário:Mirella Baroni Milan
Instituição Sede: Hospital do Câncer de Barretos. Fundação Pio XII (FP). Barretos , SP, Brasil
Assunto(s):Oncologia molecular   Glioblastoma   Xenoenxertos   Antineoplásicos   Temozolomida
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:Ensaio xenográfico ortotópico | eufol | Fitocomposto | glioblastoma | Pdox | Oncologia Molecular

Resumo

Glioblastoma (GBM) é o tumor primário maligno intracraniano mais comum em adultos. GBM é extremamente invasivo e agressivo sendo responsável pela maioria dos 200.000 óbitos relacionados a tumores do sistema nervoso central (SNC) no mundo por ano. O GBM em crianças é relativamente raro, com características moleculares e resposta ao tratamento distintas, quando comparado com adultos. O atual padrão de tratamento para pacientes com GBM consiste em máxima ressecção cirúrgica seguida por radioterapia e quimioterapia com temozolomida (TMZ). No entanto, mesmo com esta combinação de tratamento, a sobrevida global é de cerca de 10-16 meses, com menos de 10% dos pacientes adultos sobrevivendo por 5 anos ou mais desde o momento do diagnóstico. GBM pediátrico também apresenta alta morbidade e mortalidade, com uma sobrevida de 5 anos inferior a 20%. A ineficácia do tratamento do GBM ocorre por diversos fatores, tais como padrão de crescimento altamente invasivo e difuso, extremamente heterogêneo o que atrapalha a ação efetiva de terapias alvo-específicas, e a presença de células-tronco tumorais, células quimio e radioresistentes, que acabam por provocar a reincidência do tumor em muitos casos. Há, portanto, uma necessidade crítica de estratégias de tratamento mais eficazes para melhorar os resultados dos pacientes que enfrentam esse diagnóstico tão devastador. Uma abordagem interessante é a utilização de substâncias naturais e seus derivados, pois são relativamente menos tóxicos e têm menos efeitos colaterais. Recentemente, o nosso grupo relatou o potencial citotóxico do Eufol de Euphorbia tirucalli, em um painel com 70 linhagens celulares de diferentes tipos tumorais. O composto Eufol mostrou evidente ação antitumoral nas linhagens celulares de Glioma, reduzindo consideravelmente o número de colônias e promovendo autofagia dessas células através da inibição da via molecular PKC. Portanto, devido a esses importantes resultados do Eufol em GBM no ensaio in vitro, esse projeto tem como objetivo avaliar o efeito desse composto no tratamento do GBM adulto e pediátrico através de ensaio pré-clínico in vivo com xenoenxerto de amostras derivadas de pacientes, modelo denominado patient-derived orthotopic xenograft (PDOX). O desenvolvimento de modelos PDOX é extremamente relevante pois demonstra reter as características biológicas, histopatológicas, moleculares e genéticas de seus tumores originais, sendo desta forma um excelente modelo para testar novas abordagens terapêuticas. (AU)

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