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Papel das vesículas extracelulares para a progressão do Carcinoma de Células Renais

Processo: 21/12951-6
Modalidade de apoio:Bolsas no Brasil - Doutorado Direto
Vigência (Início): 01 de outubro de 2022
Vigência (Término): 30 de junho de 2025
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Aplicada
Pesquisador responsável:Fausto Bruno dos Reis Almeida
Beneficiário:Aline Seiko Carvalho Tahyra
Instituição Sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Oncologia   Biologia molecular   Carcinoma de células renais   Vesículas extracelulares
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:Biologia molecular | carcinoma de célula renal | Imunologia | Oncologia | Vesícula extracelular | Imunologia

Resumo

O Câncer corresponde a um conjunto de doenças neoplásicas malignas e está entre as principais causas de morte no mundo. Dentre os sistemas acometidos, o Câncer de sistema renal representou 4,6% do total de diagnósticos de Câncer no mundo em 2020, segundo a OMS. Apesar do baixo percentual, esse valor representou mais de 430 mil casos, sendo 90% deles correspondente ao tipo Carcinoma de Células Renais (CCR). Tal neoplasia tem origem nas células epiteliais dos túbulos do néfron, unidade funcional do rim, e está associada, além de outros fatores de risco, à idade avançada e ao sexo masculino. A taxa de sobrevida relativa a 5 anos está diretamente relacionada ao estágio do tumor no momento do diagnóstico, observando-se uma drástica queda na taxa quando identificado em estágio metastático. Vive-se hoje a chamada "Golden Age" com relação ao estado da arte em pesquisas de Câncer renal, mas para superar os alarmantes dados epidemiológicos ainda é necessário o aprofundamento da compreensão da biologia dessa neoplasia. Um novo mecanismo regulador da progressão tumoral, que tem ganhado destaque devido à sua relevância, corresponde à comunicação célula-célula via Vesículas Extracelulares (VEs). Apesar das evidências de sua contribuição para a tumorigênese, metástase e evasão da resposta imunológica em diversos tumores, pouco se conhece sobre o papel das VEs no contexto do CCR. Em vista disso, o presente projeto visa aprofundar o entendimento da contribuição das VEs para a regulação de mecanismos envolvidos na formação do tumor maligno de CCR como a hipóxia e a angiogênese, tendo como alvo a via de HIF-1 e sua sinalização downstream. Além disso, visa-se compreender a participação das VEs na metástase e na evasão da resposta imunológica mediada pela sinalização de PD-1/PD-L1, de Fas-FasL e por citocinas que modulam a resposta para um perfil pró-tumorigênico. Para esses estudos, será implementada a técnica de cultura tridimensional em esferóides de CCR, técnica que permite a mimetização da arquitetura do tumor com maior similaridade do que a cultura bidimensional. Assim, é esperado com o desenvolvimento desse projeto de pesquisa trazer à luz do conhecimento novos panoramas sobre a contribuição da VEs para o desenvolvimento do CCR de forma a abrir portas para novos estudos e para potenciais aplicações clínicas como a investigação de novos biomarcadores e de alvos terapêuticos. (AU)

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