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Semiótica, gênero e decolonialidade: a construção da identidade da mulher originária brasileira

Processo: 21/12033-7
Modalidade de apoio:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de março de 2023
Vigência (Término): 30 de setembro de 2025
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Linguística
Pesquisador responsável:Waldir Beividas
Beneficiário:Vanessa Pastorini Felisberto
Instituição Sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Gênero   Identidade   Semiótica
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:Estudos decoloniais | formas de vida | Gênero | Identidade | Mulher Indígena | semiótica | Semiótica narrativa e discursiva

Resumo

Este projeto de pesquisa pretende explorar as possibilidades de diálogo entre os estudos semióticos, voltados sobretudo para os aspectos da cultura, com os estudos de gênero, vertente relativamente nova no âmbito das ciências humanas, a fim de elucidar a situação da mulher originária brasileira. Para isso situa o contexto da urgência de uma abordagem de análise que privilegie as políticas interseccionais, a partir da tríade raça, classe e gênero, como a demanda por uma perspectiva decolonial, em que os aparatos a serem manuseados escapam das categorias universalizantes. Toma como corpus a forma de vida da mulher originária brasileira, em específico a obra da militante/ativista Eliane Potiguara, enquanto sujeito em condição de precariedade face aos discursos normativos, e as narrativas esboçadas na coletânea "Ser mulher indígena é&", cuja memória ancestral e o próprio ser indígena é usada como ferramenta política. Passa-se, na sequência, para a proposta de uma metodologia semiótica da cultura, que integre os estudos de gênero levando em consideração a situação racial e econômica desses povos. São apresentadas, ademais, as justificativas que sustentam o projeto, bem como objetivos propostos, norteadores da pesquisa. Tenciona-se apresentar uma crítica sobre a situação atual das mulheres indígenas brasileiras, a partir de um mapeamento de como estão ocorrendo as constantes violações destes corpos, como também as justificativas que vêm sendo apresentadas para sustentar a condição de precariedade da mulher indígena. Soma-se que a identificação da precarização desses povos serve como ferramenta para se pensar formas de reação para a sua preservação e atividades sociais que permitam respeitar seus próprios ser no mundo.

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