| Processo: | 22/12101-5 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de dezembro de 2022 |
| Data de Término da vigência: | 31 de dezembro de 2024 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Microbiologia - Microbiologia Aplicada |
| Pesquisador responsável: | Ana Lucia Tabet Oller do Nascimento |
| Beneficiário: | Fernanda Batista de Andrade |
| Instituição Sede: | Instituto Butantan. São Paulo , SP, Brasil |
| Vinculado ao auxílio: | 19/17488-2 - Avançando no entendimento da patogenicidade e virulência da Leptospira interrogans através de análises proteômicas, estruturais, mutagênicas e imunológicas, AP.TEM |
| Assunto(s): | Leptospira Leptospirose Mutagênese Proteínas recombinantes |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Leptospira | leptospirose | Mutagênese | proteína recombinante | mutagênesis |
Resumo As bactérias espiroquetas do gênero Leptospira são divididas em espécies saprofíticas, como a L. biflexa, e as patogênicas, como a L. interrogans, causadoras da leptospirose. Esta doença é uma zoonose de importância global recentemente incluída na lista das Doenças Tropicais Negligenciadas. Os roedores desempenham o papel de principais reservatórios da doença em centros urbanos por permitirem a colonização das leptospiras nos túbulos renais proximais e as excretarem vivas na urina. Não há vacina eficaz até o momento e, portanto, a identificação de proteínas da membrana externa conservadas entre cepas patogênicas são os principais alvos de pesquisa para elucidar os mecanismos de patogenicidade. São estas proteínas que, provavelmente, estão envolvidas na interação das leptospiras com o ambiente externo, podendo também servir de alvo para o sistema imune do hospedeiro. A proteína recombinante cunhada de Lsa23 (Leptospiral surface adhesin of 23 kDa), codificada pelo gene LIC11360 de L. interrogans, foi caracterizada in vitro por nosso grupo e apresentou um amplo espectro de ligantes, sobremaneira componentes e reguladores do sistema complemento. Como esta proteína é exclusiva de cepas patogênicas e as mesmas apresentam uma sobrevivência diferencial em relação às cepas saprofíticas quanto ao ataque do sistema complemento, a elucidação do papel da proteína nativa na superfície das leptospiras será de extrema importância para a compreensão da patogênese da leptospirose. Portanto, serão visadas a expressão da proteína codificada pelo gene LIC11360, contendo o peptídeo sinal e associada ao promotor forte e constitutivo do gene lipL32, na cepa saprofítica L. biflexa e validação do ganho de função por experimentos de ligação e de resistência ao ataque bactericida do sistema complemento. | |
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