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Uma nova cartografia compartilhada: a Ópera de Pequim, redes teatrais transocêanicas e a mise-en-scène de uma identidade imaginada

Processo: 22/14218-7
Modalidade de apoio:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de abril de 2023
Vigência (Término): 31 de março de 2024
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Artes - Teatro
Pesquisador responsável:Cecilia Antakly de Mello
Beneficiário:Esther Marinho Santana
Supervisor: Daniel Urrutiaguer
Instituição Sede: Escola de Comunicações e Artes (ECA). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Local de pesquisa: Université Sorbonne Nouvelle - Paris 3, França  
Vinculado à bolsa:21/08668-7 - Espectação extasiada e juízo vacilante: a recepção da primeira vinda da Ópera de Pequim ao Brasil, BP.PD
Assunto(s):Crítica teatral   Artes do espetáculo   Historiografia
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:Crítica Teatral | Mobilidade das artes do espetáculo | Teatro tradicional chinês | Historiografia teatral

Resumo

Este projeto para uma bolsa de estágio de pesquisa no exterior integra a investigação pós-doutoral "Espectação extasiada e juízo vacilante: A recepção da primeira vinda da Ópera de Pequim ao Brasil" ("Enraptured Spectatorship and Bewildered Judgement: The Reception of Peking Opera's First Tour of Brazil"). O estudo em desenvolvimento tem como objetivos primordiais a recuperação de informações relativas às primeiras encenações do teatro tradicional chinês ¬g (Jingju), também conhecido como Ópera de Pequim, nos Teatros Municipais do Rio de Janeiro e de São Paulo, em 1956, e a subsequente análise de sua recepção por espectadores que se perceberam tão fascinados quanto perplexos diante de uma arte tão estrangeira. Embora amplamente comentado por críticos teatrais, musicólogos, poetas e jornalistas, o episódio nunca foi de fato examinado pela historiografia das artes cênicas no Brasil do século XX, possivelmente devido a tensões sócio-políticas coetâneas, decorrentes da Guerra Fria, e a limites epistemológicos ainda existentes. Esta proposta defende que malgrado as apresentações do Jingju não tenham sido adequadamente compreendidas pelas plateias locais, a sua substância performática foi percebida com sucesso. Recém-fundada, a República Popular da China era, naquele instante, tanto um país inteiramente novo quanto uma civilização milenar, que encenava uma identidade imaginada (Lei, 2006; Mello, 2022) através do Jingju para obter reconhecimento internacional. Nesse sentido, a grande performance não ocorreu exatamente nos palcos, mas em uma cartografia compartilhada entre a China, o Brasil e a França - a mediadora estratégica da turnê da Trupe Artística da China. O acesso a bibliotecas e arquivos franceses permitirá a consulta in loco de fontes primárias essenciais, enquanto a estadia no país garantirá a colaboração com o grupo de pesquisas TopoLogiques, onde explorarei a hipótese da mise-en-scène de uma "chinesidade" imaginada no cenário operacional de uma rede transcontinental de instituições, empresários da cena, mediadores, críticos e espectadores, que garantiu trânsito à Ópera de Pequim em uma era de barreiras. (AU)

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