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Efeitos do FGF19 na capacidade termogênica e no perfil de secreção de lípides em adipócitos humanos

Processo: 22/15148-2
Modalidade de apoio:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Doutorado
Vigência (Início): 01 de junho de 2023
Vigência (Término): 31 de maio de 2024
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Pesquisador responsável:Helena Cristina de Lima Barbosa
Beneficiário:Lucas Zangerolamo
Supervisor: Yu-Hua Tseng
Instituição Sede: Instituto de Biologia (IB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Local de pesquisa: Harvard University, Boston, Estados Unidos  
Vinculado à bolsa:20/14020-7 - Mecanismos moleculares e funcionais envolvidos nos efeitos centrais do FGF19 frente a desregulação hipotalâmica, BP.DR
Assunto(s):Fisiologia endócrina   Adipócitos   Obesidade   Tecido adiposo marrom
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:Adipocytes | brown adipose tissue | Fgf19 | lipidome | Obesity | Fisiologia Endócrina

Resumo

A ativação do tecido adiposo marrom (BAT) aumenta o gasto energético, e sua atividade é inversamente correlacionada com o índice de massa corporal e adiposidade. O BAT gera calor em resposta à exposição ao frio devido à expressão da proteína desacopladora mitocondrial 1 (UCP1), que dissipa energia desacoplando a força motriz do próton da produção de ATP. Embora a expressão de UCP1 seja restrita ao BAT em condições basais, a exposição prolongada ao frio ou estimulação beta-adrenérgica pode não apenas aumentar a capacidade termogênica mediada por UCP1 no BAT, mas também pode ativar o recrutamento de adipócitos bege no tecido adiposo branco, os quais expressam UCP1 para produzir calor em um processo chamado "browning". Além disso, tem havido recentemente um interesse crescente no papel secretor do BAT na regulação do metabolismo. Vários lípides sinalizadores foram demonstrados serem secretados por adipócitos marrons, influenciando na regulação do metabolismo energético. Nesse contexto, o fator de crescimento de fibroblastos-19 (FGF19) tem se mostrado promissor. O FGF19 é uma molécula derivada do intestino, e sua administração central e/ou periférica aumenta o gasto energético e reduz o peso corporal em camundongos obesos induzidos por dieta, através de mecanismos não totalmente compreendidos. Além disso, os níveis de FGF19 estão diretamente associados à expressão gênica de UCP1 no tecido adiposo branco subcutâneo em humanos e negativamente correlacionados com o índice de massa corporal, gordura corporal e concentração plasmática de insulina. Neste presente projeto, testaremos a hipótese de que a sinalização direta do FGF19 pode aumentar os mecanismos termogênicos em adipócitos humanos brancos e marrons, diante de estímulos termogênicos. Para atingir esse objetivo, avaliaremos os efeitos da sinalização direta do FGF19 na expressão gênica de marcadores termogênicos, perfil bioenergético e captação de glicose em adipócitos humanos brancos e marrons, bem como em células HUMBLE, do inglês "human brown-like cells", que foram criadas através de pré-adipócitos brancos humanos usando CRISPR-Cas9-SAM-gRNA para ativar a expressão endógena de UCP1. Em paralelo, também pretendemos investigar se o FGF19 afeta o perfil de lípides liberados por adipócitos marrons humanos, o que será alcançado através de um lipidoma, visando identificar novas moléculas com potencial metabólico que possam ser moduladas por este FGF. A identificação dos mecanismos pelos quais o FGF19 atua pode oferecer novas oportunidades para abordagens terapêuticas, visando atenuar a obesidade e melhorar significativamente a qualidade de vida de indivíduos obesos, além de fornecer informações sobre o próprio metabolismo. (AU)

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