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Avaliação da coexpressão de GITRL na eficiência terapêutica e resistência à imunossupressão de células T-CAR anti-GD2 em um modelo pré-clínico de Glioblastoma Multiforme

Processo: 22/09926-2
Modalidade de apoio:Bolsas no Brasil - Doutorado Direto
Vigência (Início): 01 de dezembro de 2022
Vigência (Término): 30 de novembro de 2025
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Dimas Tadeu Covas
Beneficiário:Izadora Peter Furtado
Instituição Sede: Hemocentro de Ribeirão Preto. Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP (HCMRP). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:13/08135-2 - CTC - Centro de Terapia Celular, AP.CEPID
Bolsa(s) vinculada(s):23/13501-0 - Consolidação de uma plataforma pré-clínica que combina imagens de fluorescência de células em tempo real e culturas organotípicas frescas de tecidos humanos para avaliar a eficácia e toxicidade das células T-CAR contra tumores sólidos, BE.EP.DD
Assunto(s):Hematologia   Glioblastoma   Imunoterapia   Terapia baseada em transplante de células e tecidos   Imunossupressão   Linfócitos T
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:Células T-CAR | Gd2 | Gitrl | glioblastoma | imunoterapia | terapia celular | Hematologia

Resumo

As imunoterapias contra o câncer têm demonstrado resultados promissores frente às terapias convencionais, como é o caso da terapia adotiva de linfócitos T expressando receptores de antígenos quiméricos (CAR) no tratamento de neoplasias hematológicas. Contudo, a eficácia terapêutica dos linfócitos T-CAR contra tumores sólidos, os quais representam a maioria dos tumores, ainda é insuficiente. Uma das razões para este cenário se atribui ao microambiente tumoral, composto por uma série de proteínas de matriz extracelular, células e moléculas com capacidade imunossupressora que dificultam a infiltração das células T-CAR e atenuam a atividade citolítica das mesmas. A presença destes agentes imunossupressores subverte as respostas contra os tumores em mecanismos de escape imunológico, levando à imunossupressão e modesta eficiência terapêutica. Sendo assim, o aprimoramento das biotecnologias empregadas no desenvolvimento de linfócitos T-CAR com o intuito de potencializar a ação destas células e superar as barreiras imunossupressoras se torna imprescindível. A funcionalidade de células T está diretamente relacionada à ativação, a qual ocorre a partir de uma sequência de sinais provindos do reconhecimento antigênico via TCR seguido do engajamento entre moléculas coestimulatórias. Nesse sentido, uma molécula importante para consolidar a ativação das células T é a proteína relacionada ao receptor de TNF induzida por glicocorticóide (GITR). A ativação de GITR acontece a partir da interação com seu ligante (GITRL), gerando sinais coestimulatórios sobre células T efetoras e de supressão sobre células T regulatórias, tornando-se alvo imunoterapêutico promissor. Portanto, a premissa deste trabalho é que a incorporação de um domínio GITRL em linfócitos T-CAR terá ação combinada de potencializar não apenas a funcionalidade destas células, mas também suprimir a imunossupressão exercida por células T regulatórias. Deste modo, este projeto visa recriar a arquitetura e mecanismos imunossupressores do microambiente tumoral para avaliar a eficiência terapêutica e resistência à imunossupressão de linfócitos T-CAR anti-GD2. Trata-se de um glicoesfingolipídeo de membrana altamente oncogênico expresso em tumores de origem neuroectadermal, como glioblastoma multiforme. Esta neoplasia representa o tipo de tumor cerebral maligno mais prevalente e agressivo, além de ser composto sabidamente por uma natureza altamente imunossupressora. Para testar nossa hipótese, linfócitos T humanos transduzidos com vetores lentivirais codificando CAR.GD2 e CAR.GD2/GITRL serão avaliados quanto sua atividade antineoplásica específica ao alvo e resistência à imunossupressão tanto in vitro, por ensaio de cocultivo 3D com esferoides multicelulares contendo células tumorais e regulatórias, quanto in vivo através da coinjeção de células Treg em modelo pré-clínico ortotópico de glioblastoma multiforme humano. A partir de resultados preliminares elucidamos a geração e validação funcional in vitro dos dois vetores que utilizamos para modificar os linfócitos T-CAR anti-GD2 e esperamos que a incorporação de análises com maior similaridade com o microambiente tumoral propiciem o alavancamento do sucesso desta imunoterapia contra tumores sólidos. O desenvolvimento e validação desta construção em linfócitos T humanos será uma oportunidade importante de ampliação de possibilidades de tratamento no âmbito do Centro de Terapia Celular (projeto CEPID 013/08135-2) com a inclusão de neoplasias GD2+. Temos confiança de que os potenciais achados deste trabalho poderão contribuir para expansão de terapias celulares avançadas e consolidação do uso de células T-CAR como abordagem terapêutica verdadeiramente disruptiva no tratamento de neoplasias até então incuráveis. (AU)

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