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Estudo da co-exposição a contaminantes ambientais e lesões de hipomineralização no esmalte dental de ratos

Processo: 22/00629-5
Modalidade de apoio:Bolsas no Brasil - Doutorado Direto
Vigência (Início): 01 de maio de 2023
Vigência (Término): 31 de março de 2026
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Odontologia - Odontopediatria
Pesquisador responsável:Raquel Fernanda Gerlach
Beneficiário:Jonas Tostes de Figueiredo
Instituição Sede: Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (FORP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Dente   Esmalte dentário   Bisfenol A   Chumbo   Flúor   Poluentes ambientais   Desmineralização do dente
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:bisfenol A | Chumbo | Dente | esmalte | Fluor | Hipomineralização | Odontologia

Resumo

A hipomineralização molar incisivo (HMI), também conhecida como "dentes calcários" ou "dentes de giz", é um defeito de desenvolvimento do esmalte que ocorre durante a fase de maturação deste. Dentes com HMI já são encontrados em uma de cada cinco crianças, gerando enormes encargos sociais e econômicos em todo o mundo e a HMI vem sendo reconhecida mundialmente como um problema de saúde pública. A América Latina é um dos continentes mais afetados por HMI. A literatura atual mostra que os defeitos de desenvolvimento do esmalte na HMI são hipomineralizados e ricos em conteúdo orgânico. Há poucos trabalhos que mostram as diferenças do esmalte com HMI em relação ao esmalte normal, e estes trabalhos indicam haver proteínas fetais e maiores quantidades de proteínas do desenvolvimento de esmalte em lesões com HMI. Entretanto, não se conhecem as causas para o surgimento da HMI em humanos. Em modelos animais, foi demonstrado que exposição a contaminantes ambientais causa defeitos com características compatíveis com aquelas da HMI. A partir disso esse trabalho tem por objetivo testar a hipótese de que a co-exposições de alguns contaminantes ambientais (Bisfenol A/BPA, Chumbo/Pb, Flúor/F) exacerbem as lesões de hipomineralização em esmalte dentário e realizar análise e caracterização dos peptídeos presentes nas lesões por espectrometria de massas (LC-MS/MS), bem como análise do conteúdo mineral por microrradiografia. Além disso, nos defeitos de esmalte que forem encontrados, será testado o uso do Fluxo Eletrocinético (FEC), a fim de promover uma diminuição no conteúdo orgânico e aumento do conteúdo mineral. As combinações de contaminantes ambientais aos quais as mães e os filhotes serão expostos são: BPA (0,5 ug/Kg/dia por administração oral) + Chumbo (30 mg/L na água de beber), Bisfenol A+ Flúor (50 mg/L na água de beber) e Flúor+ Chumbo e os controles apenas BPA, apenas Pb e apenas F). A administração dos tratamentos será iniciada em ratas grávidas (início da gravidez). O tratamento será mantido durante a lactação e até o dia 30 após nascimento. Os animais serão eutanasiados no dia 30 do experimento e os incisivos serão dissecados para realização das análises do conteúdo orgânico e mineral das lesões. Sangue, mandíbulas, fêmures, cérebros e fígado serão guardados para medir os agentes tóxicos. (AU)

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