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Avaliação do potencial de lipossomas funcionalizados com transferrina dispersos em hidrogéis mucoadesivos para administração nasal de temozolomida no tratamento do glioblastoma multiforme

Processo: 21/02609-9
Modalidade de apoio:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de junho de 2023
Vigência (Término): 31 de maio de 2025
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Farmácia - Farmacotecnia
Pesquisador responsável:Marlus Chorilli
Beneficiário:Jessyca Aparecida Paes Dutra
Instituição Sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCFAR). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araraquara. Araraquara , SP, Brasil
Assunto(s):Glioma   Quitosana   Tecnologia farmacêutica
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:direcionamento ativo | formulação lipossomal | glioma | mPEG-tiol | quitosana | tumor cerebral | Tecnologia Farmacêutica

Resumo

O glioblastoma multiforme (GBM) é a variação mais agressiva e prevalente de glioma. A temozolomida (TMZ), tratamento de primeira escolha, é um pro-fármaco que em pH fisiológico sofre hidrólise formando o cátion metildiazônico responsável pela alquilação do DNA. A TMZ é o único fármaco disponível para o tratamento do GBM, entretanto, a baixa meia vida do fármaco associada as suas características biofarmacêuticas em pH sanguíneo (7,4) e a presença da barreira hematoencefálica (BHE) limitam a entrega ao tumor, contribuindo para a ineficácia do tratamento e o aparecimento dos efeitos colaterais. Por esses motivos, seu uso clínico só aumenta em alguns meses a taxa de sobrevida dos pacientes, não levando a cura. Nesse contexto, um conjunto de estratégias pode ajudar na busca de novas alternativas terapêuticas para melhorar o tratamento do GBM. Um conjunto de abordagens promissoras é a entrega direcionada da TMZ ao tecido tumoral por encapsulação em lipossomas funcionalizados com transferrina para administração nasal. A veiculação da TMZ em lipossomas aumenta a permeação do fármaco através da BHE devido as características nanométricas e de lipofilicidade dos lipossomas. Além disso, a via nasal representa uma forma de acesso não-invasivo e direto ao cérebro através dos nervos olfativos. O uso de hidrogéis mucoadesivos como matriz carreadora para os lipossomas permite um maior tempo de contato da formulação com a mucosa nasal e, portanto, favorece a sua permeação para a região cerebral, além de evitar as variações do pH nasal e a depuração ciliar. O aumento da disponibilidade cerebral não garante o direcionamento dos lipossomas as células tumorais. Com base nisso, a funcionalização com transferrina, uma proteína de receptores superexpressos em células de GBM, permite que os lipossomas sejam direcionados as células tumorais, aumentando a eficácia do fármaco e reduzindo os efeitos adversos. Nesse contexto, o trabalho visa desenvolver, caracterizar e avaliar o potencial lipossomas funcionalizados com transferrina dispersos em hidrogéis mucoadesivos para administração nasal de temozolomida no tratamento do glioblastoma multiforme.

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