| Processo: | 23/11334-9 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de setembro de 2023 |
| Data de Término da vigência: | 30 de junho de 2026 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Bioquímica - Biologia Molecular |
| Pesquisador responsável: | Geraldo Santana Magalhães |
| Beneficiário: | Thays Duarte de Oliveira |
| Instituição Sede: | Instituto Butantan. São Paulo , SP, Brasil |
| Vinculado ao auxílio: | 21/11944-6 - Contínuo aprimoramento de vacinas: Centro para Vigilância Viral e Avaliação Sorológica (CeVIVAS), AP.CCD |
| Assunto(s): | Cultura de células Anticorpos neutralizantes Influenza SARS-CoV-2 |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Anticorpos Neutralizantes | Influenza | Pseudovirus | Sars-Cov2 | Biologia molecular e cultura de celulas |
Resumo Os ensaios sorológicos são essenciais para rastrear a propagação epidemiológica de um vírus e avaliar programas de vacinação em massa, quantificando as respostas de anticorpos neutralizantes contra os antígenos na superfície viral. No entanto, embora existam agora métodos bem caracterizados e de alto rendimento (como os ensaios ELISA) para medir a ligação total do anticorpo a epítopos das proteinas vírais mas quantificar a atividade do anticorpo neutralizante é mais difícil. O método biologicamente mais relevante é medir diretamente como os anticorpos ou soros inibem a infecção de células pelo vírus competente para replicação. Esses ensaios de vírus vivos estão sendo agora realizados para quantificar a atividade neutralizante no soro de pacientes infectados ou caracterizar a potência de anticorpos individuais. Esses ensaios com vírus selvagem estão sendo agora realizados para quantificar a atividade neutralizante no soro de pacientes infectados ou caracterizar a potência de anticorpos individuais. No entanto, o rendimento e a acessibilidade dos ensaios de neutralização de vírus vivos são limitados pelo fato de que o vírus é um agente de alto nível de biossegurança que deve ser trabalhado em instalações especializadas. Uma abordagem alternativa que ameniza essas limitações de biossegurança aproveita o fato de que os anticorpos neutralizantes têm como alvo glicoproteinas na superficie do virus. Estas glicoproteinas se projetam proeminentemente na superfície dos vírions e estão envolvidas com a ligação na célula-alvo. Dessa forma, a glicoproteína Spike de SARS-CoV-2 ou hemaglutinina A (HA) de Influenza podem ser "pseudotipados" em partículas virais não replicativas mais seguras, substituindo as proteínas de entrada endógenas destes virus, tornando assim, a infecção dessas partículas nas células dependente da Spike ou HA. Neste sentido, os genes HA têm sido usados para fazer HA-pseudovírus para facilitar as avaliações de como diferentes mutações particulares afetam a neutralização. De forma similar, a glicoproteína spike (S) dos coronavírus, como o SARS-CoV-2, que facilita a entrada viral nas células hospedeiras tem sido utilizados para formação de pseudovirus. Decorrente do potencial dos pseudovirus em mimetizar mecanismos de entrada do vírus selvagem e de contornar os altos requisitos de biossegurança, este projeto visa construir estas particulas pseudovirais contendo as glicoproteinas variantes de SARS-CoV-2 e de Influenza A, a partir de cepas detectadas por vigilância genômica e utilizar estes pseudovírus para estudar as respostas de anticorpos neutralizantes em um laboratório com nível de biossegurança 2. Esta abordagem poderá facilitar o teste de um grande número de amostras em um formato conveniente de 96 poços da população vacinada/infectada, fornecendo assim, dados sobre o desenvolvimento da imunidade nas epidemias virais e potencialmente rastrear doadores para transferência passiva de plasma convalescente. (AU) | |
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