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Subjetividade em jogo: filmes autobiográficos brasileiros e norte-americanos no final do século XX

Processo: 23/11944-1
Modalidade de apoio:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Doutorado
Vigência (Início): 01 de março de 2024
Vigência (Término): 31 de outubro de 2024
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Artes - Cinema
Pesquisador responsável:Esther Império Hamburger
Beneficiário:Hanna Henck Dias Esperança
Supervisor: Michael Renov
Instituição Sede: Escola de Comunicações e Artes (ECA). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Local de pesquisa: University of Southern California (USC), Estados Unidos  
Vinculado à bolsa:21/11712-8 - O cinema de Olga Futemma: trajetória de uma experiência entre culturas, BP.DR
Assunto(s):Diáspora   Feminismo   Imigração japonesa   Subjetividade   Autobiografias   Documentário
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:Diáspora | Documentário Autobiográfico | Feminismo | imigração japonesa | Documentário autobiográfico

Resumo

Este projeto de pesquisa questiona se é possível estabelecer paralelos entre as obras de Olga Futemma e outros filmes feitos por mulheres e/ou norte-americanos de ascendência asiática com uma abordagem autobiográfica similar, especialmente aqueles realizados nos Estados Unidos. Filha de imigrantes okinawanos, Olga Futemma dedicou mais de 50 anos à preservação cinematográfica por meio de seu trabalho na Cinemateca Brasileira, mas entre 1971 e 1989 ela também atuou como cineasta (produtora, editora e diretora). Em um momento no Brasil em que as mulheres estavam começando a ocupar um número expressivo de posições na direção cinematográfica, ela realizou cinco curtas-metragens - um de ficção e quatro documentários, além de quatro filmes institucionais e seis projetos não financiados. Com exceção de um de seus curtas, que aborda trabalhadoras metalúrgicas, sua produção se concentra em imigrantes japoneses no Brasil e na vida deles e de seus descendentes no novo país. Por meio de uma chave autobiográfica e ensaística, ela introduz temas como identidade, memória e tradição, com sensibilidade especial para o papel em transformação das mulheres nas culturas okinawana e brasileira. Esses temas são permeados por uma experiência pessoal claramente expressa, onde Futemma entrevista e mostra membros da família, narra em primeira pessoa e evoca com afeto suas próprias lembranças para descrever pessoas, lugares e a própria história. Essa abordagem estava longe de ser comum no cinema brasileiro, onde a autobiografia estreou como prática documental apenas em 2001, com o longa-metragem Um Passaporte Húngaro, de Sandra Kogut. De fato, Futemma filmou durante um período de duas décadas em que os documentários estavam principalmente preocupados com a representação do "outro", em vez do subjetivo "eu". (AU)

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