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Adultério e agência subalterna no Império Romano: um estudo do Satyricon, de Petrônio, e do Asno de ouro, de Apuleio (séculos I e II d.C.)

Processo: 23/05053-7
Modalidade de apoio:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de dezembro de 2023
Vigência (Término): 31 de março de 2027
Área do conhecimento:Ciências Humanas - História - História Antiga e Medieval
Pesquisador responsável:Julio Cesar Magalhães de Oliveira
Beneficiário:Fabrício Sparvoli Godoy
Instituição Sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Gênero   História antiga   Império Romano
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:Agência subalterna | Gênero | História Antiga | Império romano | romance latino | Subalternidade | História Antiga

Resumo

Propõe este projeto uma investigação sobre o adultério no Império Romano do ponto de vista conceitual da agência subalterna, a partir do Satyricon, de Petrônio (século I d.C.), e do Asno de ouro, de Apuleio (século II d.C.). De modo geral, observa-se no estudo do tema uma preferência por fontes de cunho legal, tendendo a discussão a ocorrer em relação à lex Iulia de maritandis ordinibus, à lex Iulia de adulteriis coercendis e à lex Papia Poppaea. Em decorrência dessa valorização, é possível argumentar que o adultério no Império Romano tem sido investigado na medida em que poderia esclarecer não apenas a política augustana de reforma da aristocracia e da res publica, como o próprio estabelecimento da domus Caesaris. Contrapondo-se a essa visão jurídica e normativa, o objetivo central deste projeto é investigar como indivíduos subalternos, sobretudo mulheres livres e escravos/as, articulam-se e agem em contextos de adultério, seja como adúlteros/as, seja como participantes circunstanciais. Mais do que compreender como os próprios indivíduos subalternos praticam adultério, trata-se de investigar como a agência subalterna ocorre de maneira complexa e específica em contextos de adultério, envolvendo não apenas diferentes formas de articulação, mas também diferentes objetivos. Desse modo, a hipótese geral a ser perseguida é de que o adultério, por instalar uma situação social de conflito, constrange os indivíduos nele envolvidos a se articularem e agirem, evidenciando nesse processo como a posição subalterna é instável e pode ser dinâmica e constantemente reformulada, ou mesmo subvertida, visto que estabelecida a partir de diferentes níveis de maior ou menor subordinação, segundo as especificidades de cada ator social a ser estudado (as mulheres livres e escravos/as).

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