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Adsorção de disruptores endócrino Bisfenol-A e 17-alfa-etinilestradiol em microplásticos e implicações na citotoxicidade

Processo: 23/12690-3
Modalidade de apoio:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de fevereiro de 2024
Vigência (Término): 31 de janeiro de 2025
Área do conhecimento:Engenharias - Engenharia de Materiais e Metalúrgica - Materiais Não-metálicos
Pesquisador responsável:Priscila Alessio Constantino
Beneficiário:Vitória Akiyama de Oliveira
Instituição Sede: Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Presidente Prudente. Presidente Prudente , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:18/22214-6 - Rumo à convergência de tecnologias: de sensores e biossensores à visualização de informação e aprendizado de máquina para análise de dados em diagnóstico clínico, AP.TEM
Assunto(s):Microplásticos   Contaminantes emergentes
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:microplástico | poluentes emergentes | adsorção de contaminantes

Resumo

Microplásticos têm sido frequentemente detectados em variados ambientes como cursos d'água, oceanos, solos e no corpo humano. Em relação à exposição dos seres vivos, já foi documentada a presença de microplástico no leite materno bem como em carnes e produtos lácteos, atribuídos à ingestão por parte dos animais. Embora os microplásticos por si só representem uma ameaça preocupante para o meio ambiente e a saúde humana, eles também podem atuar como carreadores e acumuladores para substâncias nocivas, como o bisfenol-A (BPA) e o etinilestradiol (EE2), através da adsorção desses poluentes na superfície. Portanto, o estudo da adsorção de poluentes por partículas de microplástico é um tópico atual de grande relevância tanto na esfera científica quanto ambiental.O bisfenol-A (BPA) é uma substância química comum na produção de plásticos, embora tenha restrições em alguns produtos devido a preocupações com a saúde humana. Já o etinilestradiol (EE2) é um hormônio sintético frequentemente presente em pílulas anticoncepcionais, podendo ser liberado no meio ambiente por meio do tratamento de águas residuais. Ambos os compostos são conhecidos por suas capacidades de interferir no sistema endócrino como disruptores endócrino (DE) e têm sido associados a efeitos adversos à saúde, como desequilíbrios hormonais e problemas reprodutivos em organismos aquáticos. A interação entre essas substâncias químicas e as partículas de microplástico pode prolongar sua permanência no ambiente, desacelerando a degradação e, assim, ampliando a exposição a organismos vivos. Além disso, a absorção do BPA e do EE2 pelas partículas de microplástico pode afetar sua disponibilidade e toxicidade, representando riscos potenciais à saúde humana.Neste projeto, pretende-se investigar a adsorção do BPA e do EE2 por microplásticos para compreender os mecanismos envolvidos, considerando variáveis como concentração individual, mistura dos compostos e tempo de exposição. Além disso, a citotoxicidade desse sistema será avaliada em ensaios in vitro envolvendo células imortalizadas, com o intuito de analisar os potenciais impactos decorrentes da interação entre microplásticos e essas substâncias químicas.

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