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Avaliação do papel da IL-22 na modulação do diabetes do tipo 1 pela suplementação por Akkermansia muciniphila

Processo: 23/12630-0
Modalidade de apoio:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de janeiro de 2024
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2024
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Celular
Pesquisador responsável:Daniela Carlos Sartori
Beneficiário:Brenda Sara de Lima Alves
Instituição Sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:18/14815-0 - Estudo do perfil do microbioma intestinal e do potencial terapêutico de estratégias de intervenção na imunopatogenia do Diabetes tipo 1 e 2, AP.JP2
Assunto(s):Akkermansia muciniphila   Inflamação
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:Akkermansia muciniphila | diabetes do tipo 1 | Il-22 | Inflamação | Imunologia Celular e Molecular

Resumo

O diabetes tipo 1 é uma doença metabólica de natureza multissistêmica, notória por sua apresentação clínica caracterizada por hiperglicemia e propensão à cetoacidose. Esta condição resulta da deficiência de insulina, um hormônio cuja produção é comprometida devido à resposta por células T. Nessa condição, o organismo produz auto-anticorpos direcionados às células beta pancreáticas, localizadas nas ilhotas de Langerhans, resultando de uma falha na autotolerância e na ativação de linfócitos autorreativos (Abbas et. al. 9ª edição). Consequentemente, a terapia de reposição hormonal contínua se torna essencial, realçando a importância de explorar abordagens terapêuticas inovadoras. De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, o Brasil abriga atualmente mais de 13 milhões de indivíduos convivendo com essa enfermidade, o que representa 6,9% de sua população total. O diabetes tipo 1, embora frequentemente diagnosticado na infância ou adolescência, também pode afetar se manifestar em adultos. Além de fatores genéticos predisponentes, foram identificados elementos ambientais como desencadeadores do processo patológico. Uma das potenciais influências ambientais é a disrupção ruptura da barreira epitelial intestinal, levando à liberação de produtos microbianos, que pode ser um desses gatilhos ambientais. O intestino humano, quando em estado saudável, abriga uma diversidade de microrganismos, incluindo fungos, vírus e diversas famílias de bactérias. Recentemente, a análise da sequência do gene 16S rRNA tem revelado uma correlação entre a composição da microbiota intestinal e doenças inflamatórias, incluindo o diabetes tipo 1 (Oliveira et. al. 2020). Nesse sentido, mudanças na configuração da microbiota intestinal, conhecidas como disbiose, desempenham um papel crítico na patogênese de doenças inflamatórias. Portanto, a investigação da modulação da microbiota intestinal por meio do uso dee prebióticos e probióticos emerge como uma estratégia relevante, tanto na prevenção como no tratamento das doenças inflamatórias. Desse modo, é imperativo reconhecer o papel crucial desempenhado pelos probióticos na imunomodulação, que exerce um impacto substancial na regulação da maturação das células dendríticas (DC) e na promoção de DCs com características tolerogênicas (Rodrigues et. al. 2022). Vale destacar a influência notável exercida pela abundância de Akkermansia muciniphila sobre a resposta anti-inflamatória, manifestando-se por um considerável aumento nas citocinas de natureza inibitória, o que pode potencialmente contribuir para a melhoria do quadro clínico associado ao diabetes tipo 1 (Rodrigues et. al. 2022). Neste sentido, dados anteriores do nosso grupo demonstraram que a suplementação por Akkermansia muciniphila foi capaz de proteger camundongos contra o desenvolvimento do DM1, tanto no modelo de camundongos diabéticos não obesos (NOD) quanto no modelo induzido por estreptozotocina (STZ) em camundongos C57BL/6. No modelo do STZ, a modulação do DM1 nos camundongos suplementados foi associada a indução de células dendríticas tolerogênicas e linfócitos T reguladores nos linfonodos pancreáticos e no pâncreas. Além disso, foi observado que camundongos diabéticos tiveram redução nareduzida expressão proteica da citocina IL-22 no cólon, o que foi revertido com a suplementação de A. muciniphila (dados não publicados).

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