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O veneno de Bothrops jararaca e a falência renal: bases moleculares da toxicidade sobre células mesangiais e tecido renal murino, do efeito sinérgico de produtos de degradação de proteínas plasmáticas, e o papel de catepsinas

Processo: 23/17619-5
Modalidade de apoio:Bolsas no Brasil - Doutorado Direto
Vigência (Início): 01 de abril de 2024
Vigência (Término): 31 de maio de 2026
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Química de Macromoléculas
Pesquisador responsável:Solange Maria de Toledo Serrano
Beneficiário:Jorge da Cruz Moschem
Instituição Sede: Instituto Butantan. Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:13/07467-1 - CeTICS - Centro de Toxinas, Imuno-Resposta e Sinalização Celular, AP.CEPID
Assunto(s):Proteômica   Bothrops jararaca   Venenos de serpentes   Catepsinas   Espectrometria de massas   Secretoma   Toxicidade   Células mesangiais   Falência renal crônica
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:Bothrops jararaca | catepsinas | Espectrometria de massas | Falência renal | Secretoma | Proteômica

Resumo

Venenos de serpentes do gênero Bothrops são compostos por diversas famílias de toxinas de natureza proteica, além de peptídeos bioativos. No Brasil, as serpentes do gênero Bothrops são responsáveis por mais de 90% dos casos de acidentes ofídicos, nos quais os quadros clínicos apresentados após a picada incluem efeitos locais a sistêmicos, sendo comum a presença de edema, hemorragia, necrose, coagulopatia severa, e falência renal. Dessa forma, para compreender melhor os mecanismos de toxicidade, sobretudo nos rins, o objetivo geral do presente projeto é analisar os efeitos do veneno da Bothrops jararaca no tecido renal e em células mesangiais derivadas do glomérulo renal murino (linhagem SV40 MES 13). Além disso, pretende-se avaliar se existe um efeito sinérgico entre as toxinas do veneno e os produtos da degradação de proteínas plasmáticas pelas enzimas proteolíticas do veneno, bem como a participação de cisteíno-proteases (catepsinas) endógenas nos quadros patológicos renais desencadeados no envenenamento. Para tanto, os seguintes objetivos específicos são propostos: I. Avaliar a viabilidade celular após a exposição ao veneno nativo; II. No caso de diminuição da viabilidade celular, caracterizar o tipo de morte celular induzida pelo veneno nativo; III. Caracterizar as alterações morfológicas das células renais expostas ao veneno nativo, por microscopia de luz e imunofluorescência; IV. Analisar os perfis proteômico/N-terminômico e peptidômico do secretoma de células incubadas com veneno nativo de serpentes adultas e filhotes, por espectrometria de massas; V. Analisar os perfis proteômico/N-terminômico e peptidômico do secretoma de células incubadas com o veneno nativo na presença de peptídeos gerados a partir da incubação do plasma com o veneno, por espectrometria de massas (proteínas e peptídeos); VI. Analisar os perfis proteômico/N-terminômico e peptidômico de células em cultura e do tecido renal de camundongos expostos ao veneno nativo de B. jararaca juntamente com um inibidor das cisteíno-proteases do tipo catepsina, por espectrometria de massas. Ao explorar os efeitos de um veneno sobre o tecido e células renais, utilizando métodos moleculares quantitativos aliados à imunocoloração, este estudo contribuirá para a compreensão da resposta tecidual renal a uma mistura complexa de toxinas (veneno), mapeando as vias de sinalização envolvidas nesta resposta. Ainda, o pouco estudado efeito sinérgico de produtos de degradação de proteínas plasmáticas gerados por um veneno rico em proteases, como é o caso da B. jararaca, poderá lançar luz sobre a atuação em concerto de toxinas na geração da patologia local e sistêmica do envenenamento. (AU)

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