| Processo: | 24/01232-7 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de março de 2024 |
| Data de Término da vigência: | 31 de janeiro de 2028 |
| Área de conhecimento: | Engenharias - Engenharia Química - Processos Industriais de Engenharia Química |
| Pesquisador responsável: | Kelly Johana Dussán Medina |
| Beneficiário: | Sarha Lucia Murillo Franco |
| Instituição Sede: | Instituto de Química (IQ). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araraquara. Araraquara , SP, Brasil |
| Vinculado ao auxílio: | 22/03000-0 - Obtenção de bioprodutos de alto valor agregado a partir de um subproduto da cadeia produtiva do café, AP.PNGP.PI |
| Assunto(s): | Avaliação econômica Borra de café Logística Biotecnologia |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | avaliação econômica | Borra de café | lca | Logística | Biotecnologia |
Resumo Conforme reconhecido pelas Nações Unidas, há uma necessidade urgente de intensificar a pesquisa sobre tecnologias para converter resíduos agrícolas e/ou industriais em recursos úteis para a sociedade. A cadeia produtiva do café merece atenção especial nesta discussão, uma vez que a produção mundial de café está estimada em 171,9 milhões de sacas de grãos de café na safra 2020/21 e para o Brasil se estima uma produção de cerca de 47 milhões de sacas (1 saca = 60 kg). O Brasil é segundo maior consumidor de café do mundo. Conforme a Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC), em 2020 foram consumidos 4,79 kg de café torrado por habitante. A partir da preparação de bebidas como expresso ou café solúvel, ou da extração dos compostos solúveis do café torrado, seja no ambiente doméstico ou em nível industrial, é gerado um resíduo sólido conhecido como borra de café. Estima-se que cerca de 650 kg de borra são gerados por tonelada de café verde processada na indústria, e que para cada kg de café solúvel produzido, 2 kg de borra (umidade entre 60 e 70 %) são gerados. Neste contexto, o café e os resíduos de café, tanto no cultivo como no seu processamento, contêm grandes quantidades de moléculas valiosas de alto valor agregado, como por exemplo, polifenóis, polissacarídeos, peptídeos e proteínas, entre outros, o que justifica sua valorização. Com o rápido crescimento de cafés/cafeterias que vem acontecendo no Brasil é inevitável a grande geração de borra de café. A logística reversa então contribui como uma solução para superar esse problema. Além disso, aliado ao conceito verde, não só aumenta o valor da borra de café, mas também melhora a qualidade do ambiente ao seu redor. Então, ao invés da borra de café ser descartada sem cerimônia no lixo, o ideal seria que todos os resíduos de café gerados pelas cafeterias e/ou indústria fossem reciclados e reintroduzidos no comércio como novos produtos sustentáveis, gerando lucros e criando empresas e novos empregos. Com este intuito, devem ser criadas tecnologias que permitam reciclar os resíduos do pó de café e transformá-los em biocombustíveis avançados e bioquímicos sustentáveis no mundo. Neste sentido, este projeto tem como objetivo principal a inclusão da borra de café, um dos resíduos mais comuns obtidos nas cafeterias e nas indústrias processadoras de café, e que atualmente é descartada, como matéria-prima lignocelulósica, para produzir compostos da chamada química verde, ou seja, de produção ambientalmente sustentável, e que apresentam interesse comercial, possibilitando uma valorização em cascata. Este projeto realizará a modelagem do processo Logística de gestão da borra de café produzida pelos cafés/cafeterias na cidade de Araraquara/SP, além de avaliar diferentes cenários de aproveitamento da borra de café do ponto de vista técnico, econômico e ambiental. Espera-se assim, contribuir positivamente para o desenvolvimento científico e tecnológico, dentro de um amplo conceito de sustentabilidade (ambiental e socioeconômica), permitindo avançar no desenho conceitual de processos usando resíduos lignocelulósicos para a produção de bioprodutos com alto valor-agregado. | |
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