| Processo: | 24/04985-6 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico |
| Data de Início da vigência: | 01 de junho de 2024 |
| Data de Término da vigência: | 31 de maio de 2026 |
| Área de conhecimento: | Ciências Exatas e da Terra - Oceanografia - Oceanografia Química |
| Pesquisador responsável: | Michel Michaelovitch de Mahiques |
| Beneficiário: | Felipe Rodrigues dos Santos |
| Instituição Sede: | Instituto Oceanográfico (IO). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Vinculado ao auxílio: | 20/14356-5 - A Bifurcação de Santos: presente e passado, AP.PFPMCG.TEM |
| Assunto(s): | Geoquímica orgânica Paleoceanografia Paleoclimatologia Paleotemperatura |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Bifurcação de Santos | geoquímica orgânica | marcadores moleculares orgânicos | Paleoceanografia | paleoclimatologia | paleotemperatura | Geoquímica Orgânica Marinha |
Resumo Muitas margens continentais apresentam características batimétricas e sedimentológicas que promovem a formação de depósitos sedimentares. Algumas condições, tais como características tectónicas, alterações regionais no nível do mar e no clima no continente adjacente, bem como a hidrodinâmica da plataforma, são cruciais para a formação destes depósitos. Devido às suas características relacionadas à produtividade e à sedimentação, essas regiões podem fornecer registros sedimentares marinhos longos, contínuos e de alta resolução, com potencial para registrar mudanças oceanográficas e climáticas que ocorrem em escalas globais e regionais. Esses arquivos sedimentares no Atlântico Sul, especificamente na região da Bifurcação de Santos, apresentam um potencial relevante para trabalhos de paleoreconstrução, uma vez que suas taxas de sedimentação ajudam a identificar as variações climáticas e oceanográficas desde o Último Máximo Glacial até o Holoceno Superior, assim como nos últimos dois milênios.A matéria orgânica sedimentar (MOS) é uma mistura complexa e heterogênea de compostos orgânicos com diferentes características, fontes e reatividades. A MOS representa uma pequena fração dos sedimentos, porém pode fornecer um registro químico sobre a variabilidade de produção, entrada e transporte do material depositado, bem como seu estado de conservação ao longo do tempo, a partir do uso de proxies que indicam diferentes processos biogeoquímicos. A análise deste material permite, por exemplo, identificar alterações na produtividade marinha, na contribuição terrígena e na temperatura da superfície do mar (TSM), possibilitando inferir sobre o paleoclima e os paleoambientes marinho e terrestre. Para realizar reconstituições com maior robustez na interpretação dos resultados, recomenda-se a utilização de um número considerável de proxies, e a avaliação simultânea de indicadores nos níveis elementar, isotópico e molecular da MOS é uma das abordagens mais utilizadas e eficientes em estudos paleoceanográficos e paleoclimáticos.O uso de marcadores moleculares associado a análise isotópica de compostos específicos fornece informações sobre a vegetação e variações hidroclimáticas, bem como parâmetros hidrodinâmicos e oceanográficos relacionados (p. ex., TSM e a contribuição qualitativa e quantitativa do material terrestre transportado para o oceano). Além disso, na MOS também estão presentes contaminantes orgânicos (p. ex. hidrocarbonetos policlínicos aromáticos e poluentes orgânicos persistentes) que podem ter como destino depósitos em regiões oceânicas, deixando o registro da atividade humana no sedimento marinho.O período desde o Último Máximo Glacial apresenta características climáticas essenciais para o crescimento e desenvolvimento do ser humano e da sociedade. Compreender os processos que impulsionaram as variações climáticas e encontrar eventos cíclicos no registo geológico durante este período pode revelar a sensibilidade, frequência e probabilidade de futuras alterações climáticas às escalas local, regional e global. O uso de marcadores moleculares para reconstruir padrões globais e regionais de TSM, bem como de precipitação, é de grande relevância para preencher as lacunas relacionadas aos poucos registros encontrados no Atlântico Sul e para melhor compreender a dinâmica climática e oceanográfica nesse período.Assim, a presente proposta tem por objetivo realizar análises moleculares e isotópicas para determinar as variações ambientais na região da Bifurcação de Santos desde o Último Máximo Glacial. Os resultados irão contribuir para responder às principais questões científicas do projeto temático ao qual esta proposta está vinculada. Além disso, também faz parte desta proposta a realização da análise de compostos que indicam atividades antrópicas (p. ex. HPAs e POPs), para compreender o potencial de acúmulo desses compostos na região da Bifurcação de Santos. (AU) | |
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