| Processo: | 23/15324-8 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Exterior - Pesquisa |
| Data de Início da vigência: | 01 de junho de 2024 |
| Data de Término da vigência: | 30 de novembro de 2024 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Parasitologia - Helmintologia de Parasitos |
| Pesquisador responsável: | Murilo Sena Amaral |
| Beneficiário: | Murilo Sena Amaral |
| Pesquisador Anfitrião: | Cornelis Hendrik Hokke |
| Instituição Sede: | Instituto Butantan. São Paulo , SP, Brasil |
| Instituição Anfitriã: | Leiden University Medical Center (LUMC) , Holanda |
| Assunto(s): | Resposta imune Schistosoma mansoni |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | immune response | Rhesus macaque | Schistosoma mansoni | Schistosomiasis | Self cure | Vaccine candidate | Helmintologia de Parasitos |
Resumo A esquistossomose é uma doença muito debilitante, espalhada por três continentes e que infecta mais de 200 milhões de pessoas no mundo. A administração de praziquantel a indivíduos infectados é a base da terapia atual contra a esquistossomose; no entanto, taxas de cura inferiores a 50% são comumente registradas e já foi descrita resistência parasitária ao medicamento, reforçando a necessidade de abordagens novas e mais eficazes na redução da morbilidade e/ou na erradicação da doença, como o desenvolvimento de uma vacina. Nas últimas quatro décadas, houve várias tentativas de se desenvolver uma vacina contra a esquistossomose, por meio do teste de diferentes candidatos vacinais que foram selecionados com base na sua localização conhecida no parasita e na suposta função das proteínas candidatas; no entanto, os resultados foram decepcionantes e não há vacina disponível contra a doença até o momento. A vacinação é apontada como a estratégia mais interessante para prevenir a esquistossomose, possibilitando programas de larga escala com menores custos. De maneira geral, vacinas podem ser desenvolvidas através do estudo de modelos de animais resistentes a doenças parasitárias, como já foi feito para Haemonchus contortus. No contexto da esquistossomose, descrevemos recentemente os mecanismos de autocura de macacos rhesus frente a uma infecção primária e de desenvolvimento de resistência após um desafio contra S. mansoni, e identificamos novos candidatos vacinais contra a esquistossomose. Neste projeto, propomos aprofundar a compreensão da resposta imune que permite aos macacos rhesus se auto curarem da esquistossomose, como uma ferramenta para facilitar o desenvolvimento de uma vacina contra a doença. Para fazer isso, identificaremos glicanos de S. mansoni reconhecidos pelos anticorpos de macacos rhesus usando microarranjos de glicanos, e caracterizaremos e analisaremos subpopulações de células imunes de macacos rhesus infectados e desafiados com S. mansoni usando CyTOF e RNA-Seq. Com esta informação, esperamos aprimorar uma formulação vacinal composta de novos peptídeos candidatos a vacina já identificados pelo nosso grupo, o que potencialmente atingirá as metas da OMS de níveis de proteção satisfatórios em futuros ensaios pré-clínicos e clínicos. | |
| Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre a bolsa: | |
| Mais itensMenos itens | |
| TITULO | |
| Matéria(s) publicada(s) em Outras Mídias ( ): | |
| Mais itensMenos itens | |
| VEICULO: TITULO (DATA) | |
| VEICULO: TITULO (DATA) | |