| Processo: | 24/02211-3 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de julho de 2024 |
| Data de Término da vigência: | 31 de agosto de 2028 |
| Área de conhecimento: | Ciências Humanas - História - História da América |
| Pesquisador responsável: | Rafael de Bivar Marquese |
| Beneficiário: | Isabela Rodrigues de Souza |
| Instituição Sede: | Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Bolsa(s) vinculada(s): | 25/11368-6 - Trabalho, liberdade e o fim da escravidão na Revolução de Saint-Domingue (1790-1803), BE.EP.DR |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | estrutura fundiária | História social do trabalho | Revolução Haitiana | Visões de liberdade | História da América Colonial |
Resumo O presente projeto tem por objetivo compreender a passagem da escravidão para o campesinato na antiga colônia francesa de Saint-Domingue no curso da Revolução Haitiana. O foco recai sobre o confronto travado entre as autoridades revolucionárias e a antiga população escravizada acerca da ordenação da terra e do trabalho após a emancipação de 1793-1794, especificamente sobre a tentativa de transformação dos cativos em trabalhadores assalariados com o fim do regime escravista. Defende-se que a violenta tentativa de introdução do trabalho assalariado pelas lideranças francesas e negras esteve no cerne dos conflitos revolucionários, que envolveram a própria luta pela definição prática e ideológica do que significava ser livre. Para tanto, utiliza-se três corpus documentais principais produzidos nos anos em questão: os censos dominiais e urbanos da colônia de Saint-Domingue, registros notariais e o fundo da Secretaria de Estado da Marinha. Espera-se que o cruzamento dessas fontes permita apreender os modos contraditórios pelo qual as autoridades revolucionárias tentaram impor o assalariamento aos antigos escravizados como equivalente a uma nova condição de liberdade, mas também as variadas maneiras encontradas pelos ex-cativos de enfrentar essa imposição e de fazer valer sua outra visão de ser livre, a qual, ao fim e ao cabo, prevaleceu com a vitória do campesinato haitiano. Essa perspectiva traz consigo tanto uma visão singular da Revolução em Saint-Domingue, como de suas consequências nos movimentos mais amplos no sistema-mundo capitalista. (AU) | |
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