| Processo: | 24/14597-3 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Mestrado |
| Data de Início da vigência: | 01 de dezembro de 2024 |
| Data de Término da vigência: | 30 de novembro de 2026 |
| Área de conhecimento: | Ciências da Saúde - Odontologia |
| Pesquisador responsável: | Camila de Oliveira Rodini Pegoraro |
| Beneficiário: | Laura Ribeiro da Silva |
| Instituição Sede: | Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB). Universidade de São Paulo (USP). Bauru , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Células-tronco neoplásicas Cisplatino Patologia bucal |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Carcinoma epidermóide de boca | Células-Tronco de Câncer | cisplatina | Fenótipo ameboide | Transição ameboide-mesenquimal | Patologia Oral |
Resumo O carcinoma epidermoide de boca (CEB) é o oitavo tipo de câncer mais comum no mundo, representando mais de 90% dos tumores na região da cabeça e pescoço. Fatores de risco incluem tabagismo, consumo excessivo de álcool e predisposição genética. Apesar dos avanços em tratamento e diagnóstico, essa doença ainda apresenta altas taxas de mortalidade devido ao diagnóstico tardio, recorrência local e resistência às terapias convencionais. Dentre estas, a cisplatina, um quimioterápico comumente utilizado, é conhecida por induzir apoptose e inibir a proliferação tumoral. Entretanto, a resistência a este medicamento é um desafio significativo, especialmente devido à presença de células-tronco de câncer (CSCs) que possuem exímia capacidade de autorrenovação e diferenciação, contribuindo também para a recorrência tumoral e a emergência de subpopulações mais agressivas. A plasticidade das CSCs é evidenciada pela transição epitelial-mesenquimal (EMT) e pela transição ameboide-mesenquimal (MAT), processos essenciais na progressão tumoral. Nesse sentido, a MAT demonstra um potencial mais invasivo comparado a EMT, no qual as CSCs adotam um fenótipo ameboide, caracterizado por células altamente móveis e arredondadas, capazes de rápidas alterações morfológicas que impactam nos padrões de migração celular. Essa adaptabilidade facilita os processos de invasão, metástase e resistência aos tratamentos convencionais. Tendo em vista que a quimiorresistência e o fenótipo ameboide têm impacto significativo na falha do tratamento, este estudo tem como objetivo caracterizar, in vitro, o fenótipo ameboide de duas linhagens de CEB resistentes à cisplatina (SCC-9R e HSC-3R) e compará-las com suas contrapartes não resistentes. As sublinhagens serão avaliadas e a caracterização incluirá imunofluorescência para os marcadores HOPX, PRRX1 e RTN1, qPCR para análise da expressão gênica desses marcadores, além de ensaios funcionais de migração e invasão celular. Acredita-se que a caracterização do fenótipo ameboide de linhagens CEB resistentes à cisplatina fornecerá subsídios para o desenvolvimento de terapias mais eficazes, melhorando o prognóstico dos pacientes. | |
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