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Estabelecimento de protocolo para criopreservação de células somáticas de aves domésticas para futura utilização em biotecnologias conservacionistas

Processo: 24/06219-9
Modalidade de apoio:Bolsas no Brasil - Mestrado
Data de Início da vigência: 01 de janeiro de 2025
Data de Término da vigência: 31 de julho de 2026
Área de conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária
Pesquisador responsável:Daniele dos Santos Martins
Beneficiário:Bruna Dias Mota
Instituição Sede: Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA). Universidade de São Paulo (USP). Pirassununga , SP, Brasil
Assunto(s):Biotecnologia   Células-tronco   Conservação de espécies   Cultura de células   Animais selvagens
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:biotecnologia | Células tronco | Conservação de espécies | Cultivo celular | Animais selvagens

Resumo

O Brasil ocupa o terceiro lugar mundial em diversidade de aves, possuindo 1971 espécies do total encontrado no planeta, entretanto é o país que possui grande parte da avifauna ameaçada. O Brasil possui três rotas de espécies limícolas migratórias com cerca de quarenta espécies já registradas. Duzentos e noventa e três dessas espécies são endêmicas ocupando o segundo lugar em endemismo no planeta. Portanto, ações que promovam a conservação e a variabilidade genética das espécies selvagens são de extrema importância. Diante dessa ampla demanda, meios de conservação ex situ como a criopreservação de recursos genéticos por meio de biobancos apresenta-se como uma alternativa para preservar espécies ameaçadas e/ou criticamente ameaçadas. Todavia, muitos são os problemas encontrados na criopreservação, sendo o principal deles os produtos e as concentrações utilizadas das para o congelamento e descongelamento. Portanto, nossa pesquisa propõe estabelecer quais os componentes e as concentrações corretas que devem estar presentes no meio de criopreservação para manutenção das células somáticas da avifauna brasileira. Para isto, células presentes no folículo da pena de aves domésticas serão cultivadas seguindo o protocolo adaptado de Ferzeneh (2017), preconizado pelo Laboratório de Imunohistoquímica e Fisiologia Experimental (LIFE/FZEA/USP), as passagens P0 a P2 serão criopreservadas utilizando o método modificado de Lucia Suárez López (2022). Para obtenção do meio de criopreservação ideal avaliaremos diferentes protocolos compostos por concentrações que variam de 5-80% de soro de frango (Chicken Serum Gibco¿, New Zealand) e 2,5-10% de dimetilsulfóxido (DMSO), além do meio basal (DMEM) (Dulbecco's Modified Eagle Medium Gibco¿) inversamente proporcional aos anteriores. A viabilidade celular pós congelamento será testada nos períodos de 7, 15, 30 e 60 dias, onde 3x104 células serão plaqueadas em poço em triplicata. Busca-se a obtenção da curva de crescimento dos diferentes protocolos em intervalos de 24, 48 e 72 horas após o plaqueamento. Para mais, avaliaremos a atividade mitocondrial através do ensaio de Thiazolyl Blue Tetrazolium Bromide® (MTT). Os resultados serão analisados por variância de idade considerando o dia como efeito fixo e comparação de médias por teste de Tukey para avaliar as diferenças de números de células entre a passagem P0 e P2. Assim, nossa pesquisa pretende obter a melhor viabilidade celular pós descongelamento para utilização em conservação e biotecnologia, auxiliando futuras pesquisas que envolvam produtos celulares da avifauna nacional e internacional. (AU)

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