| Processo: | 24/09313-6 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Iniciação Científica |
| Data de Início da vigência: | 01 de janeiro de 2025 |
| Data de Término da vigência: | 31 de dezembro de 2026 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas |
| Pesquisador responsável: | João Paulo Gabriel Camporez |
| Beneficiário: | Leticia Franco Amaro |
| Instituição Sede: | Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Fígado gorduroso Estradiol Resistência à insulina Metabolismo |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Esteatose Hepática | estradiol | Mash | resistência a insulina | Metabolismo |
Resumo O consumo de dieta rica em gorduras contribui amplamente para o desenvolvimento de risco cardiometabólico, incluindo dislipidemia aterogênica pressão arterial elevada, doenças cardiovasculares e diabetes mellitus do tipo 2, sendo que, geralmente o fator central dessa síndrome é o desenvolvimento da resistência à insulina associado a obesidade. É possível observar que essas complicações metabólicas são menos prevalentes em mulheres jovens do que em homens na mesma idade ou mulheres na pós-menopausa. Diversos mecanismos são atualmente considerados como causadores da resistência à insulina, como metabolismo anormal de lipídios, acúmulo ectópico do mesmo, disfunção mitocondrial, além de inflamação e estresse de retículo endoplasmático. Além disso, outra complicação associada a doenças cardiometabólicas é a Doença Hepática Gordurosa Associada a Disfunção Metabólica (MAFLD). Além disso, a MAFLD pode progredir para um estágio mais grave, apresentando características como esteatose macro e/ou microvesicular, infiltrado inflamato¿rio lobular misto e balonizac¿a¿o hepatocelular em a¿rea da veia centrolobular (zona III), podendo apresentar fibrose e corpúsculos de Mallory, sendo conhecido esse estado clínico como Esteatohepatite Associada à Disfunção Metabólica (MASH). Nas últimas décadas, estudos clínicos e experimentais revelaram que o estradiol (mais potente estrogênio) contribui enormemente para a homeostase glicêmica, provavelmente via a isoforma alfa de seu receptor (ER¿). De fato, a redução da concentração de estrogênio durante a menopausa é associada com o aumento de gordura visceral e, por sua vez, doenças metabólicas como resistência à insulina, diabetes e doenças cardiovasculares. O mesmo fenótipo é observado em roedores fêmeas que passam por ovariectomia, tendo esse fenótipo revertido após o tratamento hormonal com estradiol. Sendo o fígado um órgão central no controle da homeostase metabólica, o objetivo geral desse projeto é estudar (in vivo) a função do receptor de estrogênio alfa (ER¿) especificamente no fígado sobre o desenvolvimento de MASH utilizando animais com deleção do ER¿ especificamente no fígado (sistema Cre-Lox). | |
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