| Processo: | 24/15356-0 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Iniciação Científica |
| Data de Início da vigência: | 01 de março de 2025 |
| Data de Término da vigência: | 31 de dezembro de 2025 |
| Área de conhecimento: | Ciências Humanas - Psicologia - Psicologia Fisiológica |
| Pesquisador responsável: | Azair Liane Matos Do Canto de Souza |
| Beneficiário: | João Pedro Janson de Oliveira |
| Instituição Sede: | Centro de Educação e Ciências Humanas (CECH). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Canabidiol Empatia Nociceptividade Transtorno do espectro autista Psicobiologia |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Atosibana | Camundongos machos e fêmeas | Canabidiol | empatia | Nocicepcão | Transtorno do Espectro Autista | Psicobiologia |
Resumo A dor é uma resposta complexa com implicações sociais, que pode influenciar o comportamento de outros indivíduos que convivem com aquele que está em sofrimento. Compreender e experimentar emoções que o outro está sentindo é conhecido como empatia, fenômeno observado em humanos e outras espécies, por exemplo em roedores. Estudos têm demonstrado que camundongos que convivem com coespecíficos com dor crônica, em duplas ou quartetos, apresentam comportamentos ansiosos e maior sensibilidade à dor (hipernocicepção), mostrando que a dor pode sofrer modulação social. Os sistemas ocitocinérgico e endocanabinóide, modulam as interações sociais, respostas à dor e à ansiedade, assim como a empatia. Nesse sentido, a resposta de empatia relacionada ao aumento de ansiedade e nocicepção em camundongos machos e fêmeas, não foi revertida pela atosibana, antagonista dos receptores de ocitocina. O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um distúrbio neurobiológico do desenvolvimento que afeta a comunicação social e o comportamento. Uma das características frequentemente observadas em pessoas com TEA é a dificuldade de empatia, ou seja, a capacidade de compreender e compartilhar os sentimentos dos outros. Estudos recentes demonstraram que o canabidiol sistêmico reverteu as respostas de empatia relacionadas ao aumento de ansiedade e nocicepção em camundongos machos. Diante das evidências apresentadas, pretendemos investigar o papel da interação entre a neurotransmissão endocanabinóide e a neurotransmissão ocitocinérgica na modulação da ansiedade e nocicepção induzida pelo modelo de dor neuropática em camundongos machos e fêmeas. Para isso, camundongos Suíço-albino machos e fêmeas serão alojados em quartetos durante um protocolo de convivência de 28 dias. No 14º dia de convívio, um dos animais do quarteto será submetido à cirurgia de constrição do nervo ciático (CNC) ou sem constrição (S), retornando ao convívio com os coespecíficos por mais 14 dias. No 26º, 27º e 28º dia, será introduzida uma divisória na caixa-viveiro por 15 minutos, mantendo o olfato e a visão dos coespecíficos. No 28° dia os camundongos que conviveram com seu coespecífico CNC (Ob-CNC) ou S (Ob-S) receberão injeções de salina, atosibana [0,5 mg/Kg, subcutânea (s.c.)], Experimento 1; salina, canabidiol (10 e 30 mg/Kg, s.c.), Experimento 2; e salina/salina, atosibana (0,5 mg/Kg, s.c.)/salina, salina/canabidiol (10 e 30 mg/Kg, s.c.) ou atosibana (0,5 mg/Kg, s.c.)/canabidiol (10 e 30 mg/Kg, s.c.), Experimento 3. Após 25 minutos da segunda injeção, cada animal será testado individualmente durante 5 minutos no labirinto em cruz elevado (LCE), para registro dos índices de ansiedade. Em seguida, os camundongos Ob-CNC e Ob-S, receberão injeção de ácido acético a 0,6% [10 ml/kg, intraperitoneal (i.p.)] para avaliação durante 5 minutos das contorções abdominais na presença do coespecífico (CNC ou S). Para confirmar a efetividade da cirurgia, e o convívio com o animal com nocicepção, os animais CNC e S, que não passarão pelo teste de contorção abdominal serão submetidos ao teste de placa quente. | |
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