| Processo: | 24/19201-0 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Mestrado |
| Data de Início da vigência: | 01 de junho de 2025 |
| Data de Término da vigência: | 31 de maio de 2027 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas |
| Pesquisador responsável: | Luiz Henrique Marchesi Bozi |
| Beneficiário: | Larissa Brito Vieira de Melo |
| Instituição Sede: | Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Vinculado ao auxílio: | 24/07724-9 - Caracterização do succinato como molécula sinalizadora no coração, AP.JP |
| Assunto(s): | Coração Obesidade Tecido adiposo marrom Metabolismo |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Coração | obesidade | succinato | tecido adiposo marrom | metabolismo |
Resumo O tecido adiposo marrom é especializado na produção de calor. Esse processo de termogênese ocorre em ciclos metabólicos "fúteis" que desacoplam a oxidação de substratos energéticos da produção de ATP. Por exemplo, a proteína desacopladora 1 (UCP1) promove a dissipação do gradiente de protóns, gerado na fosforilação oxidativa, através da membrana mitocondrial interna sem a produção de ATP. Isso não apenas aumenta o gasto energético, como também reduz o risco de doenças cardiovasculares. De fato, a perda de função do tecido adiposo marrom leva a uma série de alterações cardiovasculares, incluindo fibrose e hipertrofia cardíaca. Apesar dos mecanismos envolvidos no efeito cardioprotetor do tecido adiposo marrom não serem conhecidos, existe um grande interesse na sua identificação como um meio para explorar o seu potencial terapêutico. Recentemente foi demonstrado que a expressão de UCP1 permite aos adipócitos marrons captar e oxidar succinato do meio extracelular. O succinato é um intermediário metabólico do ciclo do ácido cítrico, capaz de regular a função de diversos tecidos através da sua ligação ao receptor de succinato 1 (SUCNR1). Além disso, foi reportado que a elevação do succinato extracelular aumenta o risco de doenças cardiovasculares e compromete a função de cardiomiócitos. Em conjunto, esses achados sugerem que a manutenção de baixos níveis extracelulares de succinato é crítica para a função cardíaca, e indicam que a captação e oxidação desse metabólito possa estar envolvida no efeito cardioprotetor mediado pelo tecido adiposo marrom. Para testar essa hipótese, utilizaremos camundongos com deleção de UCP1 e SUCNR1, que serão submetidos a uma dieta hiperlipídica para indução de disfunção cardíaca. Em seguida, quantificaremos a contribuição da remoção de succinato extracelular na cardioproteção mediada pelo tecido adiposo marrom por meio da avaliação de parâmetros cardíacos funcionais, estruturais e moleculares. (AU) | |
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