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Efeitos do contato de crianças hospitalizadas com narrativas ficcionais - análises estatísticas

Processo: 25/14841-4
Modalidade de apoio:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Data de Início da vigência: 01 de setembro de 2025
Data de Término da vigência: 28 de fevereiro de 2026
Área de conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Letras - Teoria Literária
Pesquisador responsável:Márcia Azevedo de Abreu
Beneficiário:Marckis Lyandro Farias de Lima
Instituição Sede: Instituto de Estudos da Linguagem (IEL). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:22/05782-6 - Efeitos do contato de crianças hospitalizadas com narrativas ficcionais, AP.R
Assunto(s):Leitura   Literatura infantojuvenil
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:efeitos fisiológicos | Leitura | Literatura Infantil | Leitura

Resumo

O projeto parte dos resultados obtidos em pesquisa anterior, em que se observou o impacto da contação de histórias na redução do estresse de crianças hospitalizadas e na melhora da percepção sobre o processo de hospitalização como um todo. Equipe liderada por G. Brockington examinou, em 2020, o impacto do contato de crianças com narrativas ficcionais na regulação fisiológica e em funções psicológicas, por meio da análise de biomarcadores (ocitocina e cortisol), associações psicolinguísticas e escalas de dor. Os resultados mostraram um aumento da ocitocina combinado com uma diminuição do nível de cortisol na saliva após uma sessão de 30 minutos de contação de histórias. As crianças também relataram menos dor e usaram marcadores lexicais mais positivos ao descrever seu tempo no hospital (Brockington, et al., 2021). Todos esses benefícios ocorreram sem que os pesquisadores tivessem considerado as características literárias das narrativas a serem lidas, apresentando-lhes apenas um tipo de texto. Na atual pesquisa, as obras infantis apresentadas às crianças são subdivididas em: narrativas em prosa simples, narrativas em prosa complexas, poesias narrativas, poesias não narrativas. As narrativas simples são apresentadas às crianças de duas maneiras: em livros impressos e em um dispositivo eletrônico (versões digitalizadas e oralizadas) para que seja possível analisar o impacto da presença de um contador de histórias sobre as crianças. Para verificar a correlação entre a contação de histórias e os eventuais efeitos, foi constituído um grupo controle, em que se apresentam adivinhas para as crianças, o que também envolve interação social e atividades relativas à linguagem, mas sem que elementos narrativos estejam presentes. Na pesquisa atual, a inserção social das crianças e o impacto da presença de um contador de histórias como mediador no contato com a narrativa também são objeto de estudo. Para verificar possíveis correlações entre a condição socioeconômica cultural das crianças, os resultados dos biomarcadores e das medidas de dor, os dados são coletados em dois hospitais bastante distintos: o Hospital das Clínicas da Unicamp (Campinas) e o Hospital da Criança São Luiz Jabaquara (São Paulo). O primeiro atende, sobretudo, população de baixa renda do interior de São Paulo e estados vizinhos. O segundo recebe, principalmente, crianças de classe média e alta, que vivem na capital. Serão coletados dados de 360 pacientes, igualmente distribuídos entre o Hospital São Luiz e o Hospital das Clínicas. Dando prosseguimento à pesquisa inicial, integrando profissionais da área médica e dos estudos literários, o presente projeto examina possíveis correlações entre os seguintes elementos: biomarcadores (ocitocina e cortisol), escalas de dor, condição social das crianças, condição de recepção das narrativas, elementos textuais e composicionais das histórias.

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