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Variação morfológica em anuros da família Cycloramphidae e como se relaciona com fatores ambientais

Processo: 25/08101-8
Modalidade de apoio:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Data de Início da vigência: 01 de setembro de 2025
Data de Término da vigência: 31 de agosto de 2026
Área de conhecimento:Ciências Biológicas - Zoologia - Morfologia dos Grupos Recentes
Pesquisador responsável:Vanessa Kruth Verdade
Beneficiário:Caio Andrade Medina
Instituição Sede: Centro de Ciências Naturais e Humanas (CCNH). Universidade Federal do ABC (UFABC). Santo André , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:20/12658-4 - Desafios para a conservação de anfíbios e répteis escamados, com ênfase na fauna brasileira: de informações básicas às ações de conservação, AP.BTA.TEM
Assunto(s):Anura   Conservação   Ecologia   Morfometria   Herpetologia
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:Anura | Conservação | Cycloramphus | Ecologia | Morfometria | Herpetologia

Resumo

Alterações climáticas e seus efeitos são temas de grande alcance midiático, já que o clima e outras variáveis ambientais, influenciam direta e indiretamente as formas de vida. Parte dessa influência se traduz nas chamadas regras ecogeográficas, que explicam adaptações morfológicas e fisiológicas (e.g. Regra de Bergmann). No entanto, essas regras não se aplicam bem aos animais ectotérmicos, caso dos anfíbios. Cycloramphidae, família composta pelos gêneros Thoropa e Cycloramphus, apresenta espécies majoritariamente presentes na Mata Atlântica e que podem ser divididas em dois grupos ecomorfológicos: saxícola e terrestre. A morfologia e o modo reprodutivo variam entre os grupos, com espécies saxícolas aparentemente mais restritas em relação ao microhabitat. Apesar dessas restrições, o grupo apresenta distribuição mais ampla que o terrestre, o que sugere que características ambientais afetam diferencialmente esses conjuntos de espécies. Para entender a variação da forma em Cycloramphidae e sua relação com fatores ambientais, utilizaremos a morfometria geométrica, ferramenta que utiliza pontos de referência (landmarks) e permite analisar forma e tamanho de maneira independente. Pretendemos responder se características ambientais predizem a variação na forma em Cycloramphidae e esperamos encontrar características diferentes explicando a variação nos grupos terrestre e saxícola. É a primeira vez que regras ecogeográficas são confrontadas a variações na forma isoladas da dimensão tamanho. Os resultados podem esclarecer particularidades dos anfíbios em relação a outros tetrápodes e fomentar discussões sobre a evolução e conservação do grupo diante de pressões ambientais atuais, como aquelas relacionadas às alterações climáticas.

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