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Ampliação do espectro de hospedeiros de coquetel fágico específico para cepas multi-droga resistentes e carbapenemase positivas de Klebsiella pneumoniae com ascensão epidemiológica no estado de São Paulo, Brasil.

Processo: 25/19015-5
Modalidade de apoio:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Data de Início da vigência: 01 de setembro de 2025
Data de Término da vigência: 31 de agosto de 2026
Área de conhecimento:Ciências Biológicas - Microbiologia - Microbiologia Aplicada
Pesquisador responsável:Marcelo Brocchi
Beneficiário:Giovana Fujita de Freitas
Instituição Sede: Instituto de Biologia (IB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:21/10577-0 - Centro de Pesquisa em Biologia de Bactérias e Bacteriófagos (CEPID B3), AP.CEPID
Assunto(s):Evolução dirigida   Klebsiella pneumoniae   Resistência microbiana a medicamentos
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:Carbapenemases (KPC) | Coquetel fágico | Evolução dirigida | Fagoterapia | Klebsiella pneumoniae | Resistência antimicrobiana | Biologia Molecular de Bacteriófagos

Resumo

Klebsiella pneumoniae é um patógeno nosocomial de relevância global, responsável por 20-30% das infecções hospitalares em todo o mundo. A elevada incidência de cepas multirresistentes (MDR), incluindo aquelas produtoras de ¿-lactamases de espectro estendido (ESBL) e carbapenemases (KPC+), levou a Organização Mundial da Saúde a classificar K. pneumoniae como um patógeno criticamente prioritário (Das, 2024; De Oliveira et al., 2020). Atualmente, os clones de K. pneumoniae podem ser divididos em dois grandes grupos: os multirresistentes, como os pertencentes aos tipos de sequência ST11, ST258 e ST307, normalmente associados a infecções nosocomiais e surtos hospitalares, e que apresentam um perfil de resistência antimicrobiana extenso (Monteiro et al., 2025; Mukherjee, 2021; Rahmani et al., 2023). Como o aumento das cepas MDR não se restringe a uma única espécie bacteriana, esforços globais têm sido direcionados para o desenvolvimento de métodos eficazes de controle das infecções bacterianas (Bertagnolio et al., 2024; Das, 2024; Huang et al., 2022).Nesse contexto, a terapia com fagos tem ressurgido como uma alternativa promissora para o tratamento de infecções resistentes a antimicrobianos (Onsea et al., 2021; Ragupathi et al., 2023). O uso combinado de bacteriófagos e antibióticos configura-se como uma estratégia altamente promissora, e estudos que abordam as interações fago-bactéria-antibiótico são essenciais para uma compreensão mais aprofundada de suas dinâmicas sinérgicas. Está igualmente bem estabelecido que coquetéis de fagos, quando adequadamente formulados, reduzem significativamente o surgimento de cepas bacterianas resistentes (Kaur et al., 2021; Kim et al., 2024; Skurnik et al., 2025). Além disso, o "treinamento" ou adaptação de fagos já armazenados em biobancos, visando ampliar seu espectro de hospedeiros e compor coquetéis personalizados para terapias individualizadas, representa uma etapa crucial para acelerar e validar a terapia com fagos como uma opção terapêutica viável (Burrowes et al., 2019; Glonti et al., 2024).

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