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Adubação nitrogenada associada à inoculação com rizobactérias na nutrição e desempenho produtivo de híbrido de milheto granífero em plantio direto

Processo: 25/13630-0
Modalidade de apoio:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Data de Início da vigência: 01 de setembro de 2025
Data de Término da vigência: 31 de agosto de 2026
Área de conhecimento:Ciências Agrárias - Agronomia - Ciência do Solo
Pesquisador responsável:Marcelo Carvalho Minhoto Teixeira Filho
Beneficiário:Caio Henrique Oliveira Schussler
Instituição Sede: Faculdade de Engenharia (FEIS). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Ilha Solteira. Ilha Solteira , SP, Brasil
Assunto(s):Azospirillum brasilense   Bacillus subtilis   Nutrição vegetal
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:Azospirillum brasilense | Bacillus subtilis | bactérias promotoras de crescimento de plantas | Coinoculação | dose de nitrogênio | Pennisetum glaucum L | Nutrição de Plantas

Resumo

O milheto granífero (Pennisetum glaucum L.) é cultivado em diversas partes do mundo, cujos grãos são utilizados para a alimentação humana ou animal. Na atualidade, é o sexto cereal mais consumido no mundo, e vem ganhando espaço em meio às lavouras brasileiras, em especial na região de Cerrado, pois apresenta baixo custo de produção, sendo uma alternativa de diversificação de plantio em áreas de risco de semeadura do milho fora da sua época (janela) ideal, graças à sua característica de maior tolerância à seca. Contudo, são escassos estudos sobre a recomendação de nitrogênio (N) para o milheto granífero, assim como respostas à inoculação de rizobactérias. O N é o nutriente exigido em maior quantidade, o de manejo mais complexo e consiste em um dos custos mais elevados dos sistemas produtivos de alta produtividade de gramíneas, como híbridos de milheto granífero. Portanto, desenvolver técnicas de manejo que minimizem a necessidade de aplicação de N mineral e propiciem melhor aproveitamento dos nutrientes é essencial para uma agricultura cada vez mais sustentável, produtiva e menos poluente, visando a segurança alimentar e agricultura de baixo carbono. Neste aspecto, estabeleceu-se as hipóteses de que a inoculação combinada de duas rizobactérias promove efeitos aditivos de benefícios individuais, que otimizam a FBN e a eficiência de uso dos nutrientes, que refletem positivamente na nutrição, no desempenho vegetativo e produtivo da planta e, com isso, reduz a necessidade de uso de fertilizantes no cultivo de milheto granífero na segunda safra, com a vantagem de reciclar nutrientes e produzir palha para a cobertura do solo sob sistema plantio direto (SPD). O estudo será conduzido na Faculdade de Engenharia de Ilha Solteira, UNESP, Selvíria-MS, em um Latossolo Vermelho distroférrico, fase Cerrado, sob SPD. Os objetivos serão avaliar os efeitos da inoculação, via sementes, com Azospirillum brasilense aplicada isoladamente e associada à Bacillus subtilis, no desenvolvimento, na nutrição e na produtividade de grãos do milheto granífero (híbrido) combinadas a doses de N; e avaliar a extração (grãos + palha), a exportação (grãos) e o retorno de marco (N, P, K, Ca, Mg e S) e micronutrientes (B, Cu, Fe, Mn e Zn) nutrientes ao solo pelos restos culturais. O delineamento experimental utilizado será o de blocos casualizados, em esquema fatorial 3x5, com quatro repetições. Os tratamentos serão: i) controle sem inoculação; ii) inoculação de Azospirillum brasilense; e iii) Azospirillum brasilense associado à Bacillus subtilis, combinados com cinco doses de N (0; 30; 60; 120 e 180 kg ha-1), na forma de ureia, aplicadas em cobertura. As análises químicas de solo e plantas serão realizadas nos laboratórios da UNESP. Serão realizadas análises do estado nutricional da planta de milheto no início do florescimento; avaliações biométricas de crescimento (altura da planta, diâmetro do colmo e estande final); componentes de produção; produtividade de grãos; extração (planta inteira), exportação (grãos) e retorno de macronutrientes e micronutrientes ao solo (restos culturais - palhada), além de análises bromatológicas, relação C/N e produção de palhada para a cobertura do solo. Espera-se que os resultados possam ampliar conhecimentos científicos que relativas à otimização da dose de N para o milheto granífero com e sem inoculação de rizobactérias, assim como informações que demonstrem a influência da inoculação no desenvolvimento, nutrição e produtividade desse cereal, que possa auxiliar no aprimoramento da recomendação de doses mais precisas de N-fertilizante para o milheto. Além disso, conhecimentos que incentivem o uso da inoculação associadas à inoculação ou coinoculação com rizobactérias, que apresenta baixo custo, fácil aplicação e aquisição e, com isso, contribuir para a tomada de decisão relativa ao manejo de N no cultivo do milheto granífero, que tem aumentado expressivamente no Brasil, tanto para o consumo humano como animal.

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