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Relação entre a termorregulação e o Metabolismo Lipídico em Ratas Submetidas a Endotoxemia.

Processo: 25/20360-9
Modalidade de apoio:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Data de Início da vigência: 01 de novembro de 2025
Data de Término da vigência: 31 de outubro de 2026
Área de conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Pesquisador responsável:Evelin Capellari Cárnio
Beneficiário:Vitória Elisabete de Siqueira Sávio
Instituição Sede: Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Inflamação   Metabolismo dos lipídeos   Sepse   Regulação da temperatura corporal
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:Inflamação | metabolismo lipídico | sepse | termorregulação | Inflamação

Resumo

A inflamação constitui um mecanismo essencial de defesa do organismo contra agressões externas. No entanto, quando sistemicamente exacerbada, pode desencadear disfunção orgânica grave e risco aumentado de mortalidade, como observado em quadros de sepse. A resposta inflamatória sistêmica impacta a termorregulação e o metabolismo energético, sendo as alterações lipídicas componentes relevantes na patogênese da doença. Nos modelos experimentais utilizados para estudar esse fenômeno, destacam-se a administração sistêmica de lipopolissacarídeo (LPS) e o modelo de ligadura e punção do ceco (CLP). Neste projeto, será utilizado o modelo de endotoxemia induzida por LPS, um componente da membrana externa de bactérias gram-negativas, que é capaz de ativar intensamente o sistema imunológico, reproduzindo a resposta inflamatória sistêmica. Estudos anteriores demonstram que, no choque endotoxêmico, ocorrem duas fases fisiopatológicas distintas: uma fase inicial de tolerância, marcada por hipotermia e hiperglicemia, e uma fase subsequente de resistência, caracterizada por febre e hipoglicemia. A compreensão dessas fases permite investigar o comportamento temporal dos parâmetros fisiológicos e metabólicos e identificar as possíveis correlações entre eles. Evidências crescentes indicam que a resposta imunológica e fisiopatológica da inflamação sistêmica varia conforme o sexo biológico. No entanto, a maioria dos estudos utiliza predominantemente modelos masculinos, deixando lacunas sobre os mecanismos específicos em fêmeas. Diante desse contexto, este estudo propõe investigar se existe correlação entre o metabolismo lipídico e a termorregulação durante as diferentes fases da endotoxemia em ratas fêmeas. Nossa hipótese é que as alterações do metabolismo lipídico se correlacionam temporalmente com as mudanças de temperatura corporal, refletindo um padrão bifásico de tolerância e resistência. Ao investigar essa correlação, pretende-se compreender melhor as interações entre inflamação sistêmica e metabolismo energético no organismo feminino.

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