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Efeitos do canabidiol no estresse oxidativo e na ativação glial em ratas com dor neuropática.

Processo: 25/22596-0
Modalidade de apoio:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Data de Início da vigência: 01 de novembro de 2025
Data de Término da vigência: 31 de outubro de 2026
Área de conhecimento:Ciências Humanas - Psicologia - Psicologia Experimental
Pesquisador responsável:Christie Ramos Andrade Leite Panissi
Beneficiário:Stephanie Camargo Antonelli
Instituição Sede: Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:25/13872-3 - Efeitos do canabidiol no estresse oxidativo e na ativação glial em ratas com dor neuropática, AP.R
Assunto(s):Canabidiol   Dor neuropática   Ratas
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:Canabidiol | Dor neuropática | ratas | Ciências Biológicas/Psicobiologia

Resumo

A dor é uma experiência comum a quase todos os seres humanos, sendo descrita como uma sensação desagradável associada a danos teciduais reais ou potenciais. Ela exerce um papel crucial ao alertar sobre possíveis lesões, desencadeando respostas de proteção. A manifestação dolorosa pode ser classificada como aguda, de curta duração, ou crônica, persistente por semanas a anos. A dor crônica afeta uma parcela significativa da população mundial e é considerada um problema de saúde pública pela Organização Mundial da Saúde (OMS), gerando impacto médico, social e econômico expressivo. O manejo tradicional da dor crônica, frequentemente baseado no uso de analgésicos opioides, pode levar ao desenvolvimento de tolerância, dependência e outros efeitos adversos. Diante disso, torna-se essencial investigar alternativas terapêuticas mais seguras e eficazes. O canabidiol (CBD), um fitocanabinóide não psicoativo extraído da planta Cannabis sativa, tem se mostrado promissor por seus efeitos analgésicos, ansiolíticos e anti-inflamatórios. Nossos estudos recentes tem demonstrado efeitos analgésicos do CBD, bem como da redução da ansiedade associada a dor persistente. No estudo de Cardoso-Silva e cols. (2021) os efeitos analgésicos e ansiolíticos do CBD ocorreram possivelmente pela modulação da expressão dos receptores CB1 e TRPV1 em regiões corticolímbicas. Em uma segunda abordagem (Macêdo-Souza e cols., 2023), o tratamento crônico com CBD foi eficaz promovendo analgesia em modelo de dor neuropática em diferentes linhagens de ratos com perfis ansiosos distintos, indicando que seus efeitos são robustos mesmo frente a variações genéticas comportamentais. É importante destacar que a percepção dolorosa pode diferir considerando o gênero tanto em modelos tem mostrado que há diferenças neurobiológicas no processamento das informações dolorosas associadas ao gênero. A importância na inclusão de ambos os sexos em estudos pré-clínicos tem se mostrado essencial para o aprimoramento das pesquisas científicas e para melhor compreensão dos mecanismos neurobiológicos das distintas patologias, entre elas as dores crônicas e persistentes. Desta forma, considerando as diferenças biológicas entre os sexos na percepção e no processamento da dor, o presente plano de atividades visa avaliar os efeitos do tratamento com CBD sistêmico sobre marcadores de estresse oxidativo e ativação glial na substância cinzenta periaquedutal ventrolateral (SCPvl) em ratas em modelo experimental de dor neuropática periférica.

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