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Avaliação do efeito terapêutico de miRNAs humanos na infecção de tecido pulmonar humano de pequenas vias aéreas por leveduras planctônicas e oriundas de biofilmes de Histoplasma capsulatum

Processo: 25/00194-7
Modalidade de apoio:Bolsas no Brasil - Mestrado
Data de Início da vigência: 01 de novembro de 2025
Data de Término da vigência: 31 de outubro de 2027
Área de conhecimento:Ciências da Saúde - Farmácia
Pesquisador responsável:Ana Marisa Fusco Almeida
Beneficiário:Luana Apolinário de Lima
Instituição Sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCFAR). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araraquara. Araraquara , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:25/04125-0 - Investigação Multiômica Integrativa da Interação Patógeno-Hospedeiro em Modelos Tridimensionais de Tecido Pulmonar Humano para infecções de biofilmes de Histoplasma capsulatum e Cryptococcus neoformans, AP.R
Assunto(s):Biofilmes   Histoplasma   Interações hospedeiro-patógeno   MicroRNAs   Terapia genética   Micologia
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:Biofilmes | Histoplasma capsulatum | Interação patógeno-hospedeiro | miRNAs | Tecido pulmonar humano de pequenas vias aéreas | terapia genica | Micologia

Resumo

A histoplasmose é uma infecção fúngica invasiva (IFI) de grande importância mundial causada pelo fungo dimórfico Histoplasma capsulatum. Segundo a Organização Mundial da Saúde, nas Américas a histoplasmose é responsável por levar à óbito um número maior de indivíduos com HIV/SIDA do que a tuberculose, atingindo anualmente 500 mil novos casos. Ademais, em áreas endêmicas a incidência da histoplasmose em indivíduos com HIV/SIDA varia de 2 a 25% e destes, 60% dos casos evoluem a óbito. Uma das causas da alta letalidade da histoplasmose em determinadas populações se deve à baixa disponibilidade de fármacos para tratá-la (itraconazol e anfotericina B) que estão relacionados a casos graves de toxicidade hepática e renal por necessitarem de longos períodos de administração. Outra problemática à terapia existente ocorre devido à formação de biofilmes, o que o torna ainda mais resistente aos medicamentos disponíveis. Recentemente, durante a pandemia de COVID-19 um dos tratamentos da doença se deu com uso de dexametasona, medicamento que promove a imunossupressão e permitiu que casos de IFIs associadas à COVID-19 se tornassem cada vez mais frequentes em pacientes em unidades de tratamento intensivo (UTI). Nesse sentido, terapias gênicas baseadas em antagomirs se destacam como uma abordagem promissora para o tratamento de doenças infecciosas, uma vez que se tratam de pequenos oligonucleotídeos sintéticos projetados para inibir microRNAs (miRNAs) específicos, moléculas de RNA não codificantes que regulam a expressão gênica pós-transcricionalmente e desempenham papéis importantes na resposta do hospedeiro a infecções. Nesse sentido, este projeto de mestrado tem por objetivo avaliavar a capacidade terapêutica de miRNAs humanos na infecção de tecido pulmonar humano de pequenas vias aéreas (desenvolvido durante o FAPESP Regular Processo 2022/15826-0) por leveduras planctônicas e oriundas de biofilmes de Histoplasma sp. Para isso, serão inicialmente quantificados os miRNAs hsa-miR-23a-3p, hsa-miR-374a-5p, hsa-miR-128-3p, hsa-miR-15b-5p e hsa-miR-651-6p, já identificados anteriormente pelo nosso grupo (FAPESP Regular Processo 2016/11836-0), através de RT-qPCR durante a infecções do tecido pulmonar humano e avaliado o potencial protetivo desses miRNAs utilizando anti-miRNAs em tecido pulmonr humano composto de células MRC-5, THP-1 e Calu-3 transfectadas com plasmídeos pTagBFP-Akt1 para avaliação da sinalização da via da porteína kinase beta alfa relacionada aos processos de sobrevivência, crescimento celular e metabolismo utilizando Microscopia Multiparamétrica Multifóton (MMM) e Microscopia Eletrônica de Transmissão (MET). Através destas metodologias, espera-se obter resultados relacionados aos processos de ligação ao citoesqueleto de actina e atividade da matriz extracelular, hipóxia e redução da permeabilidade vascular do tecido pulmonar, sinalização de células T, regulação negativa de TNF-a e regulação da apoptose no tecido pulmonar humano tratado com antagomiRNs específicos, avançando assim nos conhecimentos relacionados à terapia gênica aplicada à doenças infecciosas. (AU)

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