| Processo: | 25/11692-8 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de janeiro de 2026 |
| Data de Término da vigência: | 31 de dezembro de 2028 |
| Área de conhecimento: | Ciências da Saúde - Saúde Coletiva - Saúde Pública |
| Pesquisador responsável: | Adriana Luchs |
| Beneficiário: | Leonardo Cecílio da Rocha |
| Instituição Sede: | Instituto Adolfo Lutz (IAL). São Paulo , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Gastroenterite Rotavirus Saúde Única Análise de sequência de DNA Zoonoses Virologia |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Gastroenterite | Rearranjo genético | Rotavirus | Saúde Única | Sequenciamento Genético | Zoonoses | Virologia |
Resumo A gastroenterite aguda representa um relevante problema de saúde pública, especialmente entre crianças, sendo o rotavírus do grupo A (RVA) a principal causa viral de doença diarreica aguda em crianças menores de cinco anos. O RVA também afeta diversas espécies animais com impactos econômicos significativos. Seu genoma segmentado favorece a diversidade genética por meio de rearranjos gênicos e transmissão interespecífica, o que pode levar à emergência de novas variantes virais. Animais são importantes reservatórios da diversidade genética do RVA, e situações de convivência intima entre humanos e animais aumentam o risco de infecções zoonóticas. A introdução da vacina Rotarix® no Brasil resultou em uma expressiva redução dos casos de infecção por RVA em humanos; contudo, pode também exercer pressão seletiva sobre cepas atípicas circulantes. Coinfecções entre cepas humanas e animais pode originar vírus híbridos, como observado nas variantes equine-like G3P[8] e bovine-like G8P[8] DS-1-like, emergidas por rearranjos interespecíficos e se disseminaram globalmente, inclusive no Brasil. Essas variantes levantam preocupações quanto à eficácia das vacinas atuais, uma vez que a pressão seletiva pode favorecer o surgimento de genótipos com escape imunológico. Nesse contexto, cepas de origem animal despontam como potenciais fontes de novas introduções no hospedeiro humano, reforçando a importância da vigilância integrada humano-animal. Contudo, a vigilância genotípica em animais no Brasil ainda é limitada. Este estudo tem como objetivo detectar e caracterizar molecularmente cepas de RVA em amostras fecais de animais silvestres (capivaras), de criação (porcos) e de companhia (cães e gatos), por meio da análise filogenética dos 11 segmentos genômicos do vírus. A investigação visa compreender a relação genética entre cepas humanas e animais, elucidar o papel desses animais como reservatórios e contribuir para o fortalecimento das estratégias de vigilância e controle, alinhadas à abordagem One Health. Serão analisadas 1.131 amostras fecais: 517 de cães, 84 de gatos, 338 de capivaras e 192 de porcos. As amostras de cães e gatos foram coletadas entre 2012 e 2021 em clínicas veterinárias localizadas nos municípios de São Paulo, Guarulhos, Mogi das Cruzes, Osasco, Barueri e Jundiaí (SP). As amostras de capivaras foram obtidas entre 2018 e 2020 em quatro parques urbanos de dois municípios paulistas: Yacht Club Santo Amaro e ciclovia Novo Rio Pinheiros (zona sul da cidade de São Paulo), Parque Ecológico do Tietê (zona leste) e Parque da Represa Municipal (São José do Rio Preto). As amostras de porcos foram coletadas entre 2013 e 2025 em pequenas propriedades nas regiões de Mogi das Cruzes e Engenheiro Marsilac (SP) e em Itapejara d'Oeste (PR). A primeira etapa do estudo envolverá a padronização de RT-qPCR para detecção de RVA em fezes de animais. Após essa etapa, as amostras serão triadas por RT-qPCR, e as positivas terão seus segmentos genômicos analisados por eletroforese em gel de poliacrilamida, amplificação por RT-PCR convencional e sequenciamento. A caracterização molecular incluirá a definição da constelação genômica completa, análises filogenéticas e avaliação de epítopos das proteínas VP7 e VP8* em comparação com cepas vacinais e humanas em circulação. Também será investigada a viabilidade e o potencial infeccioso das cepas por cultivo celular. Apesar da eficácia da vacinação contra o RVA, a vigilância genômica é crucial para manter sua efetividade. Considerando que a maioria das doenças infecciosas emergentes tem origem zoonótica, o monitoramento da diversidade viral em animais e suas interações com humanos é crucial para a saúde pública. Os resultados deste estudo contribuirão para o entendimento da diversidade genética do RVA em diferentes espécies animais, do potencial de transmissão interespecífica e para o fortalecimento das estratégias de vigilância integrada, em consonância com o conceito One Health. (AU) | |
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