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Plano de parto como instrumento de cuidado humanizado no manejo de condições fetais de prognóstico letal

Processo: 25/20559-0
Modalidade de apoio:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Data de Início da vigência: 01 de dezembro de 2025
Data de Término da vigência: 30 de novembro de 2026
Área de conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Saúde Materno-infantil
Pesquisador responsável:Marcos Masaru Okido
Beneficiário:Vitoria Makiyama Frare
Instituição Sede: Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos , SP, Brasil
Assunto(s):Cuidados paliativos   Morte perinatal   Parto humanizado   Ginecologia e obstetrícia
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:Cuidados Paliativos | morte perinatal | parto humanizado | plano de tratamento | Ginecologia e Obstetrícia

Resumo

O avanço dos métodos diagnósticos no pré-natal tem possibilitado a identificação precoce de malformações fetais graves e incompatíveis com a vida, colocando famílias e equipes diante de desafios emocionais, éticos e assistenciais. Nesses contextos, o cuidado paliativo perinatal emerge como abordagem que prioriza a dignidade, conforto e acolhimento, envolvendo não apenas o recém-nascido, mas também os pais e os profissionais de saúde. Uma estratégia ainda pouco explorada no Brasil, mas com potencial transformador, é a utilização do plano de parto, ferramenta que registra os desejos da gestante quanto ao parto, nascimento e cuidados com o recém-nascido, mesmo diante da impossibilidade de cura.Este projeto tem como objetivo principal investigar o impacto do plano de parto na compreensão e aceitação do cuidado paliativo perinatal, considerando seu papel no acolhimento da perda, no enfrentamento do luto por pais e familiares e no alinhamento da conduta assistencial pelas equipes de saúde. A pesquisa será realizada em um ambulatório de medicina fetal de um hospital universitário público, por meio de um estudo descritivo, com predominância quantitativa e inclusão de elementos qualitativos.Participarão gestantes ou familiares que elaborarem o plano de parto durante o pré-natal e profissionais que atuarem diretamente na assistência ao parto e nascimento. A coleta ocorrerá em duas etapas: (1) elaboração do plano de parto, como parte do processo assistencial; (2) aplicação de questionário após o nascimento para avaliar a experiência de uso do plano. Profissionais responderão o formulário estruturado sobre sua percepção em relação ao impacto da ferramenta.Espera-se que os resultados contribuam para subsidiar a implementação dessa prática nos serviços públicos brasileiros, fortalecendo a humanização da assistência em situações de perda fetal inevitável e ampliando o protagonismo materno mesmo em cenários de fim de vida.

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