| Processo: | 25/06814-7 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de janeiro de 2026 |
| Data de Término da vigência: | 28 de fevereiro de 2029 |
| Área de conhecimento: | Linguística, Letras e Artes - Linguística - Linguística Aplicada |
| Pesquisador responsável: | Daniela Palma |
| Beneficiário: | Letícia Cestari Matui |
| Instituição Sede: | Instituto de Estudos da Linguagem (IEL). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Autobiografias Memória Narrativa |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Asiático-brasileiro | autobiografia | intermidialidade | memória | Narrativa | Linguagens e transculturalidade |
Resumo Desde uma história marcada por agressões institucionais e simbólicas contra (leste-)asiáticos, a violência física e linguística observada no Brasil durante a pandemia do coronavírus parece ter escancarado aquilo que nós, asiático-brasileiros, já experienciávamos de maneira explícita ou velada nas relações sociais. Nesse contexto, como um espectro que circula a memória social, o racismo contra diversos grupos estigmatizados é capaz de deslocar identidades e obliterar contextos espaciais e temporais pela linguagem. Contudo, apresentando-se como um contraponto ao discurso discriminatório, ações de racialização asiática e/ou amarela vêm se destacando, sobretudo na última década, promovendo discussões sobre o que é ser e existir como ascendentes (leste-)asiáticos no Brasil. Se examinados como uma articulação criativa da linguagem, essas ações podem ser contempladas como gestos de produção de memória em níveis individual e coletivo capazes de fabular sentidos, tomando forma nas mídias sociais, nas intervenções artísticas ou, ainda, no crescente número de publicações acadêmicas. Desta última, reconhecendo a notoriedade da temática para os estudos da linguagem, e alocado na área de Linguística Aplicada, este projeto questiona como se materializa a memória de asiático-brasileiros entre discriminação e resistência, tendo como foco os processos narrativos (auto)biográficos. Propõe-se, então, a produção e interpretação do corpora de pesquisa por entrevistas e captura de imagens fotográficas, tendo como objetivo central uma montagem memorialística intermidiática. No liame entre memória, identidade e linguagem do singular de cada sujeito e do comum da sociedade, a expectativa que norteia o projeto envolve a possibilidade de contribuir para as discussões e produções emergentes de (re)formulação de sentidos de uma memória leste-asiática e, por isso mesmo, cultural brasileira. (AU) | |
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