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Micropaleontologia como ferramenta para reconstruções paleoambientais e bioestratigráficas em bacias sedimentares do Nordeste do Brasil

Processo: 25/23784-4
Modalidade de apoio:Bolsas no Brasil - Programa Estímulo a Vocações Científicas
Data de Início da vigência: 12 de janeiro de 2026
Data de Término da vigência: 03 de março de 2026
Área de conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Geociências - Geologia
Pesquisador responsável:Enelise Katia Piovesan
Beneficiário:Lorena Ávila da Gama Silva
Instituição Sede: Centro de Tecnologia e Geociências (CTG). Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Recife , SP, Brasil
Assunto(s):Foraminifera   Microfósseis   Micropaleontologia
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:Foraminíferos | Microfósseis | nanofósseis | ostracodes | Palinomorfos | Radiolários | Micropaleontologia

Resumo

A Micropaleontologia, ramo especializado da Paleontologia, dedica-se ao estudo de microfósseis, organismos diminutos ou fragmentos de organismos maiores que viveram no passado geológico. Esses fósseis podem ser classificados, de acordo com sua composição química, em três grandes grupos: carbonáticos, como ostracodes, foraminíferos e nanofósseis calcários; silicosos, como radiolários e diatomáceas; e orgânicos, que incluem pólens, esporos e cistos de dinoflagelados. Graças à ampla distribuição geográfica, abundância e diversidade, os microfósseis apresentam notável aplicabilidade em estudos taxonômicos, bioestratigráficos, paleoecológicos e paleogeográficos, superando em muitos casos a utilidade dos macrofósseis. Sua classificação sistemática baseia-se em características morfológicas, arquiteturais e ornamentais específicas de cada grupo, bem como em suas preferências ecológicas e padrões de distribuição ambiental. Nesse contexto, foraminíferos, ostracodes e nanofósseis calcários destacam-se como excelentes fósseis-guia, fundamentais para correlações cronoestratigráficas em escala regional e global. Além de sua importância temporal, os microfósseis são amplamente empregados na reconstrução paleoambiental, uma vez que as relações entre organismos e os ambientes em que viveram permitem inferir condições físico-químicas, como profundidade, salinidade, produtividade orgânica, grau de oxigenação e clima. No Laboratório de Micropaleontologia Aplicada (LMA/UFPE), vinculado ao Instituto de Pesquisa em Petróleo e Energia (i-LITPEG), as análises micropaleontológicas seguem protocolos padronizados, adaptados às características litológicas e ao tipo de microfóssil investigado. As amostras passam por etapas de pesagem, maceração e imersão em água por cerca de 24 horas, podendo, em casos específicos, ser empregado peróxido de hidrogênio (H¿O¿). Em seguida, realiza-se a lavagem em peneiras granulométricas de 500 a 63 µm, seguida de secagem em estufa a 60 ºC. O material residual seco é acondicionado em recipientes devidamente identificados e segue para triagem em estereomicroscópios Zeiss Stemi 305/AxioZoom V12 e microscópio eletrônico de varredura (MEV), possibilitando análises detalhadas das características morfológicas que fundamentam a classificação taxonômica. Assim, a Micropaleontologia se consolida como uma ferramenta essencial nos estudos geocientíficos aplicados às bacias sedimentares do Nordeste do Brasil. A combinação de sua alta resolução bioestratigráfica, associada ao potencial de reconstrução paleoambiental e à capacidade de estabelecer correlações de longa distância, confere aos microfósseis um papel central na elaboração de modelos evolutivos, estratigráficos e paleogeográficos, além de aplicações diretas na prospecção e exploração de recursos naturais. (AU)

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