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Liraglutida e glicolipotoxicidade: estudo em células INS-1E para compreensão dos mecanismos de preservação da função pancreática.

Processo: 25/21870-0
Modalidade de apoio:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Data de Início da vigência: 01 de dezembro de 2025
Data de Término da vigência: 30 de novembro de 2026
Área de conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia Geral
Pesquisador responsável:Aparecida Emiko Hirata
Beneficiário:João Victor de Figueiredo Bani
Instituição Sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Liraglutida
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:Glicolipotoxicidade | Ins1-E | liraglutida | Termometabologia

Resumo

O diabetes mellitus tipo 2 (DM2) é uma das principais doenças crônicas daatualidade, com prevalência crescente em todo o mundo, especialmente associada àobesidade. Estima-se que cerca de 80% dos pacientes com DM2 tenham excesso de peso, oque demonstra a forte ligação entre as duas condições. O acúmulo de tecido adiposo,particularmente o visceral, é um fator de risco crucial para o desenvolvimento da doença, poispromove resistência à insulina por meio de mecanismos que incluem inflamação crônica debaixo grau, lipotoxicidade e alterações no metabolismo energético.Um ponto crítico na fisiopatologia do DM2 é a deterioração progressiva da funçãodas células ¿ pancreáticas, que se tornam incapazes de secretar insulina em quantidadesuficiente para compensar a resistência periférica. Um dos principais fatores por trás dessafalência celular é o estresse oxidativo, que ocorre devido a um desequilíbrio entre a produçãode espécies reativas de oxigênio (EROs) e as defesas antioxidantes do organismo. Em umambiente de hiperglicemia crônica e alta concentração de ácidos graxos, as células ¿, quenaturalmente possuem baixa capacidade antioxidante, tornam-se muito vulneráveis àglicotoxicidade e lipotoxicidade. Este cenário prejudicial leva à disfunção mitocondrial,estresse do retículo endoplasmático e ativação de vias de apoptose, resultando na perda demassa funcional de células ¿.Diante disso, novas estratégias que não apenas controlem a glicemia, mas tambémprotejam as células pancreáticas de danos, são de grande importância. Os análogos do GLP-1,como a liraglutida, surgem como uma opção promissora devido aos seus múltiplosbenefícios. Essas moléculas ativam os receptores de GLP-1 nas células ¿ e promovem asecreção de insulina de maneira dependente da glicose. Estudos mostram que os análogos doGLP-1 podem diminuir a apoptose, estimular a proliferação celular, modular o estresseoxidativo e atenuar o estresse do retículo endoplasmático, ajudando a manter a viabilidade e afunção secretora das células ¿.Assim, a investigação dos efeitos dos análogos do GLP-1 em condições quesimulam o ambiente do diabetes e da obesidade é uma estratégia de alta relevância científica.Esse conhecimento não só amplia a compreensão dos mecanismos celulares da falênciapancreática, mas também pode levar ao desenvolvimento de terapias mais eficazes, capazesde preservar a função do pâncreas e retardar a progressão do diabetes tipo 2. (AU)

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