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Evolução do relevo em setor meandrante do rio Mogi Guaçu: Resultados de dinâmicas erosivas naturais e de uso da terra.

Processo: 25/15318-3
Modalidade de apoio:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Data de Início da vigência: 01 de janeiro de 2026
Data de Término da vigência: 31 de dezembro de 2028
Área de conhecimento:Ciências Humanas - Geografia
Pesquisador responsável:Archimedes Perez Filho
Beneficiário:Bruno Araujo Torres
Instituição Sede: Instituto de Geociências (IG). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Geocronologia   Geomorfologia fluvial   Luminescência opticamente estimulada   Geomorfologia
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:Biomineralizações de Sílica | Geocronologia | Geomorfologia Fluvial | Luminescência Opticamente Estimulada | Pb210 | Geomorfologia

Resumo

Este projeto investiga a evolução geomorfológica de um setor meandrante do Rio Mogi-Guaçu (SP), analisando a interação entre processos erosivos e deposicionais naturais juntamente com impactos antrópicos derivados do uso histórico da terra. Parte-se da premissa de que a paisagem fluvial contemporânea resulta de dinâmicas naturais, como ciclos quaternários de erosão/deposição e oscilações climáticas, combinadas a intensas transformações humanas, incluindo o ciclo cafeeiro (séculos XIX-XX), expansão ferroviária e práticas agrícolas. O objetivo central é reconstruir a evolução das planícies aluviais e terraços, quantificando a influência humana na aceleração de processos erosivos em clima tropical úmido. Para tal, adota-se uma abordagem metodológica integrada (multiproxy), combinando: (1) datação por Luminescência Opticamente Estimulada (LOE) para determinar idades absolutas e taxas deposicionais em escalas milenares; (2) datação por Chumbo-210 (Pb210) para avaliar taxas de sedimentação recentes (séculos/décadas) e impacto antrópico; (3) análise de fitólitos (microfósseis vegetais) para identificar mudanças na cobertura vegetal pretérita; (4) isótopos de Carbono (¹³C) e Nitrogênio (¹N) para caracterizar fontes orgânicas e processos biogeoquímicos; e (5) granulometria para inferir dinâmicas deposicionais. Os resultados esperados incluem: a comparação entre taxas naturais (LOE) e induzidas (Pb210) de erosão/deposição, permitindo quantificar a aceleração de processos pela ação antrópica; a reconstituição de mudanças ambientais anteriores à disponibilidade de fotografias aéreas (pré-1950), superando lacunas temporais com proxies biológicos e isotópicos; e a identificação de assinaturas humanas em bioindicadores, como aumento de fitólitos associados a cultivos ou alterações isotópicas (como o enriquecimento em ¹³C ligado a plantas C4 de agroecossistemas). As contribuições abrangem três dimensões: metodologicamente, demonstrar a eficácia da integração LOE, Pb210, biomineralizações de sílica e isótopos estáveis em estudos geomorfológicos tropicais; na aplicação prática, gerar diretrizes para manejo sustentável de áreas susceptíveis à erosão acelerada; e cientificamente, ampliar a compreensão sobre a resiliência de sistemas fluviais frente a pressões antrópicas em contextos de mudança ambiental. O estudo visa subsidiar material para elaboração futura de políticas de gestão territorial com evidências quantitativas sobre processos erosivos e mudanças na dinâmica da paisagem natural a partir da ação antrópica, articulando escalas temporais distintas para decifrar a sinergia entre forçantes naturais e humanas na modelagem da paisagem. (AU)

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