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Estudo do transporte de ácidos graxos através da barreira hematoencefálica em condição de deficiência de ferro

Processo: 25/28983-5
Modalidade de apoio:Bolsas no Brasil - Mestrado
Data de Início da vigência: 01 de fevereiro de 2026
Data de Término da vigência: 31 de março de 2027
Área de conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Biologia Molecular
Pesquisador responsável:Kil Sun Lee
Beneficiário:Luiza Travaglini Manechini
Instituição Sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:25/20272-2 - Mimetização da deficiência de ferro na obesidade e estudo de seus efeitos na barreira hematoencefálica utilizando modelagem in vitro, AP.R
Assunto(s):Ácidos graxos   Barreira hematoencefálica   Deficiência de ferro   Obesidade
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:ácidos graxos | Barreira hematoencefálica | Deficiência de ferro | obesidade | Neurobiologia celular

Resumo

A obesidade é um problema de saúde global com causas multifatoriais, incluindo estilo de vida sedentário, dieta inadequada, fatores genéticos, socioeconômicos e psicológicos. Esta condição leva ao acúmulo de gordura visceral e várias alterações metabólicas, resultando em inflamação crônica e disfunções no metabolismo glicolítico e lipídico. Consequentemente, a obesidade está associada a diversas comorbidades como hipertensão, diabetes tipo 2, certos tipos de câncer, e é um fator de risco para doenças neurodegenerativas e demências. A deficiência de ferro (DF), por sua vez, é aparentemente comum em pessoas com obesidade, possivelmente devido à baixa ingestão de ferro ou ao aumento dos níveis de hepcidina, um hormônio que aumenta na inflamação, inibe a absorção de ferro e estimula a retenção intracelular do íon metálico. Considerando a importância do ferro para a produção de energia corporal, a DF pode exacerbar as disfunções metabólicas da obesidade, piorando o prognóstico da doença e as comorbidades associadas a ela. Estudos anteriores realizados pelo nosso grupo reforçam essa questão, ao mostrarem que a DF pode contribuir para o acúmulo de gordura corporal, aumento de ácidos graxos no sangue e afetar a saúde cerebral, indicando uma possível ligação entre um maior grau de obesidade, DF e declínio cognitivo. Considerando os resultados obtidos em estudos anteriores, um modelo in vitro da barreira hematoencefálica (BHE) foi desenvolvido para investigar o impacto direto da DF no transporte de lipídios do sangue para o cérebro. Resultados preliminares mostraram um aumento da internalização de ácido palmítico, um potencial causador de neuroinflamação e estresse oxidativo, sugerindo um possível mecanismo pelo qual a DF pode contribuir para o desenvolvimento de disfunção cognitiva. Entretanto, o modelo de BHE utilizado preliminarmente não é o mais representativo da BHE in vivo, e por isso, é necessário o aprimoramento do modelo in vitro para entender melhor o papel da DF no transporte de lipídios pela BHE e os mecanismos envolvidos. Assim, o principal objetivo do presente projeto é investigar o efeito da DF no transporte de ácidos graxos pela BHE, utilizando um modelo mais aprimorado, constituído por co-culturas de células endoteliais humanas (hCE) com astrócitos e pericitos, além da realização de análise proteômica para identificar os transportadores de lipídios envolvidos. (AU)

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