| Processo: | 26/00124-1 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico |
| Data de Início da vigência: | 01 de março de 2026 |
| Data de Término da vigência: | 30 de setembro de 2027 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Microbiologia - Microbiologia Aplicada |
| Pesquisador responsável: | Luciano Lopes Queiroz |
| Beneficiário: | Daniel Toffoli Ribeiro |
| Vinculado ao auxílio: | 25/02561-7 - Coqueteis de fagos para prevenção de infecções bacterianas causadoras da mastite ambiental em rebanhos bovinos, AP.PIPE |
| Assunto(s): | Mastite |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | bacteriófago | mastite | Microbiologia | Fagoterapia |
Resumo Diversas espécies bacterianas possuem múltiplos mecanismos de resistência a antibióticos, tornando cada vez mais desafiador o tratamento de suas infecções em humanos e animais. Nesse contexto, o uso de bacteriófagos, ou fagos - vírus que infectam bactérias - tem se destacado como uma alternativa promissora aos antibióticos, atraindo crescente interesse por aplicações médicas e veterinárias. O Brasil, sendo o quinto maior produtor de leite do mundo e com o segundo maior rebanho bovino comercial, utiliza antibióticos de forma extensiva na criação de rebanhos leiteiros. Esse uso exacerbado acarreta custos adicionais para os produtores e contribui para o surgimento de bactérias resistentes. A mastite é um importante problema para os produtores de leite - uma inflamação da glândula mamária que provoca alterações físicas e químicas no leite, podendo ser causada por mais de 130 diferentes microrganismos. Entre as principais bactérias envolvidas na mastite destacam-se Staphylococcus aureus, Staphylococcus coagulase negativos, Streptococcus agalactiae, Mycobacterium bovis e Escherichia coli. O projeto propõe a continuidade do desenvolvimento de produtos à base de bacteriófagos para a prevenção de mastite em rebanhos bovinos, com foco no desenvolvimento de formulações, escalonamento e ensaios em ambientes relevantes. Durante a Fase 1 foram isolados e caracterizados mais de 80 bacteriófagos capazes de infectar bactérias das espécies Staphylococcus aureus, Klebsiella pneumoniae, Enterobacter asburiae e Escherichia coli. A caracterização dos bacteriófagos incluiu testes de interação com o hospedeiro, estabilidade, espectro de infecção e sequenciamento genômico. Com base nestes resultados (PIPE fase 1), foram selecionados 23 fagos com amplo espectro de infecção e formulados dois coqueteis contendo três fagos cada, direcionados às bactérias causadoras de mastite ambiental K. pneumoniae e E. coli. Na Fase 2, o objetivo é avançar no desenvolvimento de formulações e realizar testes em ambientes simulados, relevantes e operacionais visando o escalonamento e comercialização da tecnologia. Ao final do projeto, os produtos terão avançado de um TRL 4 para 7. A Fase 2 permitirá não apenas o desenvolvimento de um produto inovador para a prevenção de mastite, mas também a validação do uso de bacteriófagos em condições de campo, contribuindo para a saúde animal e a sustentabilidade na produção de leite. (AU) | |
| Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre a bolsa: | |
| Mais itensMenos itens | |
| TITULO | |
| Matéria(s) publicada(s) em Outras Mídias ( ): | |
| Mais itensMenos itens | |
| VEICULO: TITULO (DATA) | |
| VEICULO: TITULO (DATA) | |