| Processo: | 26/00869-7 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Iniciação Científica |
| Data de Início da vigência: | 01 de abril de 2026 |
| Data de Término da vigência: | 31 de março de 2027 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Parasitologia - Helmintologia de Parasitos |
| Pesquisador responsável: | Aline Cristina Zago |
| Beneficiário: | Kênia de Marchi |
| Instituição Sede: | Faculdade de Ciências (FC). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Bauru. Bauru , SP, Brasil |
| Vinculado ao auxílio: | 25/19164-0 - Biodiversidade dos digenéticos parasitos de Myloplus tiete (Characiformes, Serrasalmidae) procedentes do rio Paraná, Sudeste do Brasil, AP.R |
| Assunto(s): | Digenea Espécies em perigo de extinção Ictioparasitologia |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Digenea | Espécies ameaçadas | Helmintos Parasitos | Ictioparasitologia | Pacu prata | Ictioparasitologia |
Resumo Myloplus tiete (Characiformes, Serrasalmidae) é uma espécie de peixe nativa encontrada na bacia do alto rio Paraná, sendo conhecida popularmente como "pacu prata". Apresenta médio porte, podendo atingir até 32,5 cm de comprimento, além de exibir hábito alimentar herbívoro. De acordo com o "Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção", encontra-se enquadrada na categoria "Em Perigo", além de ser listada como espécie-alvo do Plano de Ação Nacional para a Conservação das Espécies da Fauna Aquática Ameaçadas de Extinção do Ecossistema Mogi/Pardo/Sapucaí-Mirim/Grande. Os peixes são o grupo de vertebrados mais parasitados, visto que o meio aquático auxilia diversos fatores de suma importância para a sobrevivência destes organismos, como a propagação, reprodução e complementação do ciclo de vida. Dentre estes parasitos, os trematódeos digenéticos representam um dos grupos de metazoários mais comuns e abundantes em peixes. Apresentam ciclo evolutivo bastante complexo, necessitando de dois ou mais hospedeiros para completar seu ciclo de vida. Os peixes podem atuar como hospedeiros definitivos ou segundo hospedeiro intermediário, sendo que no primeiro caso, a maioria dos parasitos adultos vive no intestino, embora alguns possam ser encontrados também na cavidade visceral, no interior de órgãos, como a vesícula biliar e as gônadas, além do sistema circulatório e subcutâneo. Quando atuam como hospedeiros intermediários, as larvas são geralmente encontradas encistadas em várias regiões, como a musculatura, sistema nervoso, gônadas, olhos e outros órgãos. Com relação ao parasitismo em M. tiete, existem apenas dois trabalhos na literatura realizados com esta espécie de peixe, os quais relatam a presença do nematoide Ichthyouris voltagrandensis Martins, Yoshitoshi & Umekita, 2001 parasitando o intestino. Dessa forma, a identificação precisa das espécies de parasitos é essencial para compreender sua distribuição e interações com os hospedeiros. Além disso, considerando o grau de ameaça e os poucos estudos relacionados aos aspectos parasitológicos realizados com esta espécie de peixe, torna-se relevante o desenvolvimento de pesquisas tendo esta espécie como foco, de forma a expandir os conhecimentos biológicos sobre ela, bem como auxiliar na elaboração de estratégias que possam auxiliar na sua preservação, conservação e manejo, uma vez que o parasitismo pode afetar a sanidade e o desenvolvimento destes hospedeiros. À vista disso, o presente projeto possui como objetivo caracterizar a biodiversidade dos digenéticos parasitos de M. tiete provenientes do rio Paraná, Estado de São Paulo, Brasil. Para isso, serão analisados 30 espécimes de M. tiete provenientes do reservatório da Usina Hidrelétrica "Engenheiro Souza Dias" (Jupiá), no rio Paraná, entre as cidades de Castilho/SP e Três Lagoas/MS. Em laboratório, os peixes serão necropsiados e examinados em estereomicroscópio para detectar a presença de digenéticos. Os digenéticos encontrados serão comprimidos entre lâminas ou entre lâmina e lamínula, a depender de sua espessura e imersos em álcool etílico 70% a frio para a fixação, sendo posteriormente conservados em álcool 70%. A caracterização da biodiversidade dos digenéticos será realizada através de análises morfológica e morfométrica, além da análise dos atributos parasitológicos. Para a análise morfológica, os digenéticos serão corados pela técnica do carmim clorídrico ou carmalúmen de Mayer, e diafanizados com eugenol, para a observação das estruturas de valor sistemático. Posteriormente, serão analisados em um sistema computadorizado por análise de imagens, onde será realizada a morfometria das estruturas de valor sistemático, bem como fotomicrografias. A identificação morfológica dos digenéticos se dará no menor nível taxonômico possível. Após a identificação, serão calculados os atributos parasitológicos para cada espécie de digenético encontrada, tais como: prevalência, intensidade média de infecção e abundância média. (AU) | |
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