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Avaliação da variabilidade geográfica de fosfolipases A2 do veneno de Crotalus durissus e sua correlação com a neurotoxicidade e a miotoxicidade

Processo: 26/00802-0
Modalidade de apoio:Bolsas no Brasil - Mestrado
Data de Início da vigência: 01 de março de 2026
Data de Término da vigência: 29 de fevereiro de 2028
Área de conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Toxicologia
Pesquisador responsável:Karen de Morais Zani
Beneficiário:Maria Amélia Farias Rodrigues
Instituição Sede:Instituto Butantan. São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:24/14920-9 - Estudo multidisciplinar da variabilidade intraespecífica do veneno de serpentes e seu impacto na fisiopatologia do envenenamento e soroneutralização, AP.R
Assunto(s):Bioquímica   Crotalus   Envenenamento
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:Bioquímica | crotalus | envenenamento | Ofidismo | Toxinologia e Bioquímica

Resumo

No ano de 2023, 32.420 acidentes ofídicos foram reportados no Brasil, e cerca de 7,7% desses casos são associados a envenenamentos crotálicos, que apresentam um alto coeficiente de letalidade. A espécie de Crotalus encontrada em território nacional é Crotalus durissus e ela é categorizada em diversas subespécies com ampla distribuição geográfica no país. O único tratamento eficaz a acidentes crotálicos é o soro anticrotálico, produzido a partir da hiperimunização de cavalos com pools do veneno de C. durissus spp. e isolamento dos anticorpos produzidos pelos animais. O envenenamento por serpentes C. durissus é principalmente caracterizado por efeitos sistêmicos, majoritariamente pelas atividades miotóxica, neurotóxica e coagulotóxica, e a peçonha desses animais, embora seja uma mistura complexa de toxinas com variabilidade determinada por fatores como distribuição geográfica, é majoritariamente composta por crotoxina (CTX). A CTX é associada a diversos efeitos do veneno de C. durissus spp., e pode apresentar variabilidade de atividade de acordo com as isoformas da fosfolipase A2 (PLA2) presente na toxina. A literatura carece de ensaios que relacionam a fisiopatologia do envenenamento por C. durissus spp. ao padrão composicional das isoformas de PLA2 presentes na peçonha e à distribuição geográfica dos animais. Desse modo, a fim de categorizá-los em diferentes fenótipos, é imprescindível um estudo que investigue e correlacione a variabilidade molecular dos venenos com sua variação patológica, avaliando, em paralelo, a capacidade neutralizante do antiveneno atualmente produzido. Isso porque essas serpentes apresentam relevância à saúde pública, e o entendimento de variações composicionais nas peçonhas torna-se de interesse farmacológico, porque pode aprimorar o processo de produção dos soros antiofídicos. Além disso, a CTX possui múltiplas atividades biológicas, sendo um potencial alvo biotecnológico. Tendo isso em vista, o presente estudo busca identificar variações nas isoformas da CTX entre as subespécies C. d. terrificus, C. d. collilineatus e C. d. cascavella, e elucidar sua diversidade funcional. (AU)

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